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Brasil Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2025, 15:00 - A | A

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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2025, 15h:00 - A | A

PRESO DESDE DEZEMBRO

STJ solta ex-governador do Tocantins suspeito de planejar fuga internacional

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar o ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse (Agir), que estava preso preventivamente desde dezembro.

O ex-governador é alvo de diferentes investigações da Polícia Federal por suspeita de corrupção, como as operações Hygea, Éris e Timóteo 6:9. Ele foi preso porque, segundo o Ministério Público, vinha planejando uma arrojada fuga internacional.

Até a publicação deste texto, o Estadão buscou contato com a defesa, mas sem sucesso. O espaço segue aberto.

Pressionado pelas investigações da PF, Mauro Carlesse conseguiu uma identidade uruguaia e um passaporte italiano. Ele também alugou um imóvel na Itália e transferiu dinheiro ao exterior.

O ex-governador terá que entregar o passaporte e se apresentar no fórum a cada dois meses. Também foi proibido de manter contato com testemunhas e outros investigados. Se descumprir as medidas cautelares, Carlesse pode voltar a ser preso.

O ministro Antônio Saldanha, do STJ, atendeu ao pedido de habeas corpus da defesa. Ele considerou que medidas alternativas à prisão são "satisfatórias e apropriadas para a salvaguarda do bem ameaçado pela liberdade plena do recorrente".

"Reparem: os delitos minudenciados na incoativa não foram praticados com violência ou grave ameaça à pessoa e estão relacionados a acontecimentos supostamente ocorridos nos anos de 2018 e 2021, possuindo, desse modo, maior relevo para o passado, não evidenciando periculosidade diferenciada do recorrente", diz a decisão.

O ministro também considerou que, para proteger a investigação, basta proibir o contato entre os investigados.

"Parece-me diminuto o risco de reiteração delitiva, o qual pode ser completamente anulado com a imposição das mencionadas medidas cautelares alternativas, especialmente a impossibilidade de voltar o recorrente ao exercício da função pública. Outrossim, para proteger a instrução criminal, basta, a meu ver, obstar o contato do réu com os demais investigados e com as pessoas relevantes para a reconstrução histórica dos acontecimentos."

A decisão também beneficia o ex-secretário de Parcerias e Investimentos do Tocantins, Claudinei Aparecido Quaresemin, sobrinho do ex-governador.

Mauro Carlesse foi governador do Tocantins entre 2018 e 2021, até ser afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça, em meio a investigações da Polícia Federal por suposta propina de prestadoras do plano de saúde de servidores. Ele renunciou em março de 2022 para escapar de um processo de impeachment.

(Com Agência Estado)

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