O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), negou fazer articulações ou ter sido sondado para assumir o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no lugar do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD). Após a suspensão do Plano Safra 2024/2025, a bancada do agro passou a se organizar para dar um "gelo" em Fávaro. Conforme a CNN Brasil, os deputados e senadores entendem que o ministro não tem poder de decisão.
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Jardim, que foi secretário de Estado de Agricultura em São Paulo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Agricultura, seria a alternativa para o presidente Lula (PT) recuperar a confiança dos produtores rurais e FPA. No entanto, o deputado federal afirmou que tudo não passa de "boatos". Segundo Jardim, não há essa intenção de pleitear a cadeira e não houve nenhum contato por parte de Lula.
"Muito boatos sobre uma possibilidade de vir a ser ministro da Agricultura. Quero deixar bem claro que isso nunca foi cogitado, buscado, nenhuma sondagem foi realizada com relação a isso", desmentiu o vice-presidente da FPA.
Os ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também são cotados ao cargo. Com interesse de acentuar seu diálogo com a direita, Lula ofereceu a cadeira de Fávaro a Lira. Embora o PP esteja no centro, o deputado federal é bem visto pelos conservadores e milita no agro, setor dominado por bolsonaristas. Pacheco é outro nome com potencial ao Mapa, porém, a possibilidade do senador assumir o cargo é mais remota, considerando ser do mesmo partido de Fávaro e outras siglas esperam a vez para compor o alto escalão do presidente.
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Durante sua gestão à frente do Mapa, Fávaro caminha na "corda bamba". Em 2024, o ministro lidou com o "escândalo do arroz" e foi ameaçado pelo centrão que pediu sua cabeça a Lula, mas o presidente ignorou o assédio e manteve o mato-grossense na pasta. A Agricultura concentra um alto poder político devido ao volume de emendas que são possíveis negociar no Congresso.
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