O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a afirmar que a programação de Carnaval não é uma prioridade da sua gestão. De acordo com o prefeito, o Ministério da Cultura não envia repasses para a data e os eventos são realizadas nos municípios com recursos da Fonte 100. Em meio à vigência do decreto de calamidade financeira, Abilio afirmou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) não prevê porcentagens às festas e sua gestão está empenhada em solucionar os problemas da cidade, como buracos e limpeza urbana.
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"O que você prefere, que eu limpe a cidade e tape os buracos ou gaste o dinheiro no Carnaval? Não, o recurso não é diferente, é o mesmo recurso, não é diferente. Os dois são do mesmo recurso, não vem recurso do governo federal para Carnaval, não vem recurso do governo do estado para carnaval. É o mesmo recurso, é o recurso da Fonte 100", falou o prefeito à imprensa nesta terça-feira (25).
A Câmara de Cuiabá discute o fim dos repasses ao Carnaval até 2028 por meio de projeto de lei proposto pelo vereador Rafael Ranalli (PL). O bolsonarista havia reunido assinaturas para emplacar requerimento de urgência, acelerando a votação sem que a matéria passasse pelas comissões. No entanto, após pressão da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso (Abrasel MT) ao ser apresentado no plenário, os vereadores derrubaram a urgência e determinaram que o PL seja discutido com as entidades antes de ir à votação.
Abilio pontuou não ser contrário ao investimento de dinheiro público na festividade, desde que seja por meio de emendas de vereadores, deputados ou senadores. Porém, segundo ele, não é um hábito a Prefeitura patrocinar o Carnaval em Cuiabá, diferente do governo de Mato Grosso que tradicionalmente empenha parte do orçamento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
"Eu acho que Cuiabá não tem essa cultura de aplicar muitos recursos no carnaval, acho que é cultural da gestão do município. Não está na LOA. Se um deputado mandar emenda parlamentar, usa", falou.
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