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ADEUS NA ERA DIGITAL

Com flores e coroas virtuais, velório online já é realidade em MT

Com a crescente aceitação e a necessidade de adaptação às novas realidades, o velório online promete se consolidar como uma opção viável e acolhedora para aqueles que enfrentam a dor da perda

MARICELLE LIMA
DA REDAÇÃO

Na era digital, quebrar barreiras se tornou possível, e o velório online surge como uma alternativa para enfrentar um dos momentos mais difíceis da vida: a perda de um ente querido. Em Mato Grosso, o serviço ainda é novo, embora haja resistência e não esteja disponível em Cuiabá e Várzea Grande, três funerárias localizadas nos municípios de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde já oferecem o ‘plus’ nos pacotes funerários.  

Entre elas, a funerária Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), com mais de 15 anos de tradição, a empresa é precursora do serviço no estado. O proprietário, Rafael Castilho, lembra que o serviço é oferecido a quase 10 anos e já transmitiu velórios online para Austrália, Canadá, Londres e Estados Unidos, além de estados brasileiros como Paraná, Rio Grande do Sul e Amazonas. “De alguma forma, essas pessoas se despediram dos seus entes queridos. Em muitas situações, devido ao deslocamento, seria impossível chegar a tempo para a despedida”, afirma Rafael.

Decidido a inovar e se destacar no segmento na região sul do Estado, Rafael acredita que as transmissões de velórios online podem diminuir e humanizar o luto, proporcionando amparo e acolhimento por meio da tecnologia. Ele garante que o serviço que oferece permite a interação de todos que assistem virtualmente, com a possibilidade de enviar mensagens e até comprar flores e coroas virtuais.

“Como forma de preservar memórias, a plataforma permite a gravação da cerimônia e a impressão das mensagens de homenagens em forma de livro, oportunizando que os familiares tenham um material para recordar”, completa.

Outro exemplo é a funerária Nossa Senhora de Fátima, localizada em Lucas do Rio Verde (a 334 km de Cuiabá), que oferece o serviço há três anos. O proprietário, Marlon Luís Pegorini, descobriu o velório online em uma feira nacional do segmento na cidade de Campinas (SP). “Achei interessante e decidi oferecer junto do pacote de serviços. Não é algo que as pessoas aceitam no primeiro momento. Muitas até se assustam e não gostam da ideia, porém, outras acham inovador e optam pelo recurso”, explica Marlon.

Segundo Marlon, o seu serviço já está no pacote funerário, cabe os familiares decidir se irão usar ou não. Ele garante que não há acréscimo de valor por isso.  

Vendo a inovação do colega, o proprietário da funerária Renascer, Domicio Alves da Silva, também em Lucas do Rio Verde, decidiu oferecer o serviço. Ele conta que deu a missão à sua equipe de tecnologia da informação (TI). A ideia, segundo ele, é oferecer o velório online em poucos meses. “Na região ainda tem muito preconceito, mas vejo que é um caminho sem volta. Em poucos anos, muitos irão optar pelo serviço pela praticidade. Logo, é uma questão de tempo até que todas as funerárias tenham esse serviço no pacote”, destaca Domicio.

Domicio também enfatiza que o velório online é uma ferramenta que conecta pessoas globalmente por meio de câmeras de vídeo que captam imagem e som, permitindo que pessoas enlutadas participem de uma cerimônia de despedida por meio da internet. “Essa inovação não apenas facilita a despedida, mas também promove um novo jeito de lidar com a dor da perda, unindo pessoas em momentos de luto, independentemente da distância”, completa ele.

NA PRÁTICA

No velório online, a funerária instala uma câmera no local da cerimônia. O equipamento grava tudo, possibilitando assim que o velório possa ser visto por quem receber a permissão para acompanhar à distância. É possível transmitir ao vivo para um número amplo de pessoas, mas quem autoriza a participação é a família.

Nas plataformas digitais, familiares e amigos podem assistir, participar e compartilhar mensagens de apoio virtualmente. Podem ser compartilhados em tempo real fotos, vídeos e memórias, proporcionando um espaço digital para a expressão coletiva do pesar.

A ideia é quebrar as barreiras físicas, mas também oferece uma alternativa para momentos em que a presença pessoal pode ser desafiadora.

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