O quinto preso da Operação Bônus, segunda fase da Bereré, foi preso às 08h30h, em seu escritório em Brasília. Valter José Kobori será recambiado a Cuiabá ainda nesta quarta-feira (9) e deverá aguardar andamento do processo no Centro de Custódia da Capital. Ele é apontado como "Sócio Estrategista" da empresa JK, local onde foi detido.
Kobori é um dos alvos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado). Segundo investigações, ele recebeu mais de R$ 6 milhões da empresa EIG Mercados, que mantinha contrato para prestação de serviços no Detran de Mato Grosso. Os valores foram transferidos para duas empresas ligadas a Kobori, a Canal da Peça e JK Capital Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda.
Através destas empresas, o investigado teria recebido mais de R$ 6 milhões em pequenas transações, realizadas entre os anos de 2011 e 2016. Os valores eram repassados pela empresa EIG Mercados, antiga FDL Serviços.
Consta no relatório do MP que a empresa JK Desenvolvimento recebeu R$ 171,1 mil em 2013, divididos em quatro parcelas. Em 2014, a empresa recebeu duas parcelas da EIG Mercados, totalizando R$ 84,4 mil. A empresa JK Capital Consultoria recebeu valores da EIG de 2012 a 2016, somando uma quantia total de R$ 723,3 mil. Em 2012, ela recebeu R$ 33,7 mil, em quatro parcelas. Em 2013, o valor foi de R$ 170,4 mil, em 11 parcelas.
José Kobori ainda recebeu, em seu nome, mais de R$ 3 milhões, entre novembro de 2011 e fevereiro de 2016. Em 2011, recebeu R$ 3,1 mil; em 2013, R$ 41,8 mil; em 2014, R$ 1,1 milhão. Em 2015, o repasse da EIG Mercados para Kobori foi de R$ 1,5 milhão e em 2016 o montante foi de apenas R$ 169,9 mil. O MP contabilizou 26 repasses da empresa EIG para Kobori, entre valores de R$ 833 e R$ 380,8 mil.
Além de Kobori, já estão detidos o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, além dos empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”.
Operação Bônus
A segunda fase da 'Operação Bereré' foi batizada de 'Bônus'. Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.
A ação é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.
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