O deputado federal José Medeiros (PL) comentou a análise feita pela inteligência artificial Grok sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas. Segundo a IA, vinculada à rede social 'X' do bilionário de extrema-direita Elon Musk, a denúncia tem viés político, apresenta erros processuais e levanta questionamentos sobre a objetividade e a clareza das acusações.
No plenário da Câmara dos Deputados, Medeiros ironizou as provas apresentadas e afirmou que "a montanha pariu um rato". Segundo o parlamentar, havia uma expectativa de que as evidências fossem “horrendas”, mas, o conteúdo da denúncia não sustenta uma acusação sólida contra Bolsonaro.
O deputado destacou que a IA Grok apontou que a denúncia é prolixa, misturando fatos com opiniões e julgamentos de valor, o que prejudica a clareza dos fundamentos processuais. Outro ponto identificado pela IA é a falta de individualização das condutas de cada acusado, princípio fundamental do direito penal.
"No processo penal, quando se julga um roubo, é necessário individualizar quem atirou, quem dirigiu o carro, quem pegou o saco de dinheiro. Isso se chama individualização da conduta, para que cada um receba sua devida pena. O que não ocorre nessa narrativa construída para incriminar o presidente Bolsonaro", criticou Medeiros.
A IA também apontou que o documento da PGR confunde liberdade de expressão com incitação à violência, não separando críticas políticas de atos criminosos. Para Medeiros, essa mesma confusão ocorreu na reunião de Bolsonaro com embaixadores: "Ali era uma crítica, não um atentado. E ele está inelegível por isso", lamentou no plenário.
O sistema de inteligência artificial ainda identificou erros de doutrina na denúncia, afirmando que a peça carece de um argumento jurídico sólido.
"Até a inteligência artificial reconhece que essa peça se assemelha mais a um discurso político do que a uma acusação formal. Aqui não há emoção humana nem viés político. É uma análise técnica", afirmou Medeiros.
A falta de coerência cronológica também foi mencionada pela IA, que destacou inconsistências nas datas dos eventos citados na denúncia. Para Medeiros, esse é o "recheio" do processo.
“Isso é criatividade usada para chegar ao resultado desejado. Quando algo é falso, precisa ser recheado de informações. Por isso essa denúncia é maior que um Vade Mecum. Serve até para calço de caminhão”, criticou o parlamentar.
Por fim, Medeiros avaliou que o processo tem apenas o objetivo de cumprir uma formalidade e criticou a condução das investigações. "Hoje, o que existe é a vontade de um ministro. Ele tem uma delegacia que levanta tudo e distribui os nomes como quem joga orégano na pizza”, concluiu.
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