Segundo o ministro, houve uma revalorização das moedas dos países após esse período de euforia depois da eleição de Trump e o real teria sido a moeda que "mais se valorizou".
Ele disse acreditar que isso vai impactar os preços dos produtos que têm prejudicado a popularidade do governo federal.
"O mercado não acertou nos últimos dois anos. Sempre previa um crescimento menor (da economia). E também não acertou nas medidas de contenção que nós faremos", disse Costa. "Poucos acreditavam que iríamos conseguir fazer o primário e a meta zero, que estava no arcabouço e vamos fazer novamente."
Costa reafirmou que não haverá uma medida excepcional para impulsionar o crescimento da economia e pediu que o mercado "não tenha dúvida da absoluta responsabilidade fiscal do governo Lula". "Nós bloqueamos R$ 20 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no ano passado, e vamos fazer de novo, se for necessário para cumprir o arcabouço", afirmou.
O ministro também destacou que o governo federal obteve o maior resultado primário dos últimos dez anos em 2024 e comparou o desempenho com o obtido pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, mas nesse caso, segundo ele, foi fruto de uma manobra contábil de não pagamento de precatórios, que a gestão Lula teve de arcar depois pagando R$ 90 bilhões.
Sobre a expectativa da taxa de juros em 15% por analistas do mercado financeiro, Costa diz que a prioridade do governo é que pessoas endividadas não contraiam novas dívidas.
Ele sintetizou o planejamento da gestão em "saneamento da economia", diminuindo a inadimplência e melhorando o desempenho dos bancos para concessão de crédito.
(Com Agência Estado)
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