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Economia Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2025, 18:15 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2025, 18h:15 - A | A

Ibovespa resiste à correção de NY e de Petrobras após balanço trimestral

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Após o inesperado prejuízo de R$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2024, Petrobras foi o nome do jogo no pregão desta quinta-feira, 27. Mas, a despeito da forte correção em ambos os papéis da empresa (ON -5,56%, PN -3,53%) e do desempenho negativo da principal ação do índice (Vale ON -0,74%), o Ibovespa resistiu e conseguiu fechar a sessão estável (+0,02%), aos 124.798,96 pontos. O giro nesta penúltima sessão do mês foi reforçado a R$ 28,8 bilhões. Na semana, acumula perda de 1,89% e, no mês, cede 1,06% - o que limita o avanço do índice a 3,75% no ano.

O dólar, que fechou ontem a R$ 5,80, mostrou apreciação adicional nesta quinta-feira, em alta de 0,43%, a R$ 5,8287, acompanhando também a moeda americana no exterior, após novas insinuações protecionistas pelo governo Trump. E os índices de ações em Nova York fecharam com perdas de 1,59%, para o S&P 500, e de 2,78%, no Nasdaq - mais discretas para o Dow Jones, em baixa de 0,45% na sessão.

"Trump causou mais uma tempestade em sua conta no Truth Social rede social usada pelo presidente americano, proclamando que as tarifas sobre o Canadá e o México entrarão em vigor, conforme planejado, na próxima semana", diz em nota Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury. "Os mercados foram pegos de surpresa, aparentemente devido à crença de que essas tarifas seriam novamente adiadas ou ao menos atenuadas em relação às ameaças iniciais do presidente."

"Muitos analistas esperavam que as tarifas seriam uma espécie de moeda de troca do governo Trump para conseguir concessões de parceiros comerciais, especialmente do Canadá e do México, em questões domésticas", diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Ele observa que a política de tarifas segue "firme", em implementação. E destaca que o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, indicou que um estudo abrangente sobre tarifas será publicado em 1º de abril, o qual definirá a política tarifária para todos os países com os quais os EUA mantêm relações comerciais.

No plano microeconômico, o destaque negativo da sessão ficou com os resultados trimestrais da Petrobras, divulgados na noite anterior, com prejuízo de R$ 17,04 bilhões quando se esperava lucro perto de R$ 30 bilhões para o intervalo, aponta Felipe Papini, sócio da One Investimentos. A receita líquida foi de R$ 121,27 bilhões, em queda de 9,7% no ano, mas dentro do consenso, aponta o analista, enquanto o Ebitda ajustado ficou em R$ 40,96 bilhões, queda de 38,7% no ano.

O BTG avalia que os investidores podem manter viés negativo no curto prazo, devido à incerteza sobre os dividendos - ontem não foram concedidos dividendos extraordinários -, e também pelo fato de a Petrobras não ter reduzido a projeção de Capex para 2025, ressalta Papini. "Porém, caso o aumento de Capex resulte em maior produção e geração de caixa no futuro, a decisão pode ser positiva no longo prazo. O campo de Búzios tem um perfil altamente lucrativo, o que pode gerar maior fluxo de caixa e dividendos mais adiante", acrescenta o especialista.

Na sessão, após ter mostrado indecisão entre leves avanços e recuos até o meio da tarde, o Ibovespa chegou a ganhar impulso na etapa vespertina, firmando-se acima dos 125 mil pontos no melhor momento, apesar da correção consistente em Petrobras e do viés negativo da Vale. Entre as demais ações de maior peso no índice, as de bancos, em especial Itaú (PN -0,09% no fechamento, na mínima do dia), ensaiaram suporte ao Ibovespa, mas se enfraqueceram e tenderam todas ao negativo no fim, com Santander (Unit -1,02%) e Bradesco (ON -0,66%, PN -0,61%) à frente do ajuste.

Tal flutuação também foi sentida entre os papéis do setor metálico, à exceção de Gerdau PN (+1,20%) e Metalúrgica Gerdau (+0,99%). Na máxima do dia, o índice foi aos 125.496,66 pontos, em alta de 0,5%. Na ponta ganhadora do Ibovespa no fechamento, Embraer (+12,12%) após o balanço trimestral, à frente de Marfrig (+8,90%) e de IRB (+7,80%). No lado oposto, além de Petrobras, destaque para Marcopolo (-3,51%) e BRF (-3,21%).

(Com Agência Estado)

 

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