A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara Terra, afirmou que o presidente Lula (PT) consentiu com a demarcação da terra indígena Kapot Nhinore, localizada entre o estado do Pará e Mato Grosso, porém, contestações judiciais impediram a assinatura do documento. De acordo com Sônia, o objetivo era entregar a "papelada" ao cacique Raoni Metuktire durante visita de Lula ao Parque Nacional do Xingu, em São Félix do Araguaia (a cerca de 1.100 km de Cuiabá), nesta sexta-feira (4).
Raoni tem reiterado as cobranças a Lula pelo território das etnias Mebêngôkre (Kayapó) e Yudjá Juruna. Em defesa a Lula, Sonia reforçou o empenho do presidente à causa indígena, superando o números das demarcações realizadas nos últimos 10 anos em menos da metade deste seu mandato. Conforme Sônia, no total, foram homologados 13 territórios.
"O presidente Lula assumiu o compromisso com o cacique Raoni de trabalhar com os órgãos responsáveis, a Funai, Ministério da Justiça e nós do Ministério dos Povos Indígenas para concluir as respostas das contestações que ao território Kapot Nhinore que foi já nessa nossa gestão que a gente assinou a delimitação desse território. Ano passado estivemos aqui e anunciamos a delimitação e identificação de publicação do relatório da terra Kapot Nhinore", falou Sônia Guajajara Terra.
"É importante saber que logo após essa publicação houveram 33 contestações de pessoas que entraram contra a assinatura deste relatório e a Funai está empenhada de rever essas contestações porque a gente precisa seguir com os ritos legais, com os procedimentos legais. A Funai está nesse momento fazendo essas respostas quando terminar vai para o Ministério da Justiça e logo depois a gente consegue enviar ao presidente Lula", emendou a ministra.
As contestações judiciais foram peticionadas por advogados de produtores rurais. A área reivindicada corresponde a 362 mil hectares. Lula se comprometeu com Raoni a fazer a entrega pessoalmente e havia uma grande expectativa por parte do público das 16 etnias presentes que o documento fosse oficializado nesta sexta. Para não "azedar" o clima, o presidente se reuniu com os caciques antes de subir ao palanque e discursar. Sonia pontuou a situação e comemorou a abertura de espaço no staff do presidente aos povos originários.
"Nós estamos hoje em uma gestão que estamos falando de uma gestão indígena, a gente está em uma transição de uma gestão indigenista onde outras pessoas assumiam, respondiam, elaboravam por nós, mas Lula proporcionou que tivessem indígenas ocupando cargos no governo federal. Hoje, pela primeira vez, nesse governo nós temos a primeira presidência da Funai indígena", falou a ministra.
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