O feminicídio de Yasmin Farias Cardoso, de 27 anos, em Rondonópolis (216 km de Cuiabá), morta pelo ex-parceiro José Cicero Feitosa da Silva, de 35 anos, na última quinta-feira (20), é um triste exemplo do ciclo de violência doméstica. Dos 47 feminicídios registrados entre janeiro e dezembro do ano passado em Mato Grosso, 27 dos autores possuem registros criminais. Sendo quase a metade, 45%, por crimes de violência doméstica contra parceiras atuais ou de relacionamentos passados.
De acordo com informações da Diretoria de Inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC) enviadas ao HNT, o perfil dos autores de feminicídios não é de pessoas que cometem crimes diversos. As estatísticas da PJC confirmam que a maioria não pratica delitos patrimoniais, mas eram pessoas violentas com mulheres.
Enquanto entre as vítimas, oito mulheres, denunciaram o companheiro autor do feminicídio por violência doméstica, outras 10 denunciaram ex-parceiros, três possuíam medidas protetivas vencidas contra o autor do crime, e uma tinha protetiva válida, e ainda assim, foi morta pelo seu algoz. Como foi o caso de Yasmin, que possuía medida protetiva contra Cícero.
Segundo a Polícia Militar, o agressor pulou o muro e entrou na casa de Yasmin, que ao perceber a invasão, se trancou no quarto e acionou o botão do pânico pelo aplicativo ‘SOS Mulher MT’, mas foi morta. A polícia foi até o local, mas a vítima já estava sem vida. Após atacar Yasmin, José Cícero se matou.
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