Terça-Feira, 14 de Maio de 2019, 14h:00

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Mendes avalia positivamente medida adotada por Bolsonaro e não descarta cortes em MT

Por: FERNANDA ESCOUTO

Em entrevista nesta terça-feira (14), o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que vê de forma positiva os cortes anunciados pelo Governo Federal e não descarta possíveis contingenciamentos em Mato Grosso. Para o chefe do Executivo é necessário rever os gastos para fazer com que a economia do Brasil volte a ficar estável.

Alan Cosme/HiperNoticias

mauro mendes


“O Brasil já vive alguns anos de baixo crescimento econômico, tivemos uma profunda crise em 2015 e 2016 e essa dificuldade em reencontrar o caminho do crescimento, da geração de emprego pode trazer mais problemas. A economia diminui a arrecadação do governo federal, estadual e municipal também”, disse Mendes, durante a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento do Cristo Rei, em Várzea Grande. 

O governo federal divulgou na última semana uma lista de cortes em várias áreas. Na Educação o corte anunciado foi de R$ 5,8 bilhões, causando um grande número de protestos pelo país.

“Não adianta espernear, não adianta fazer protesto, nós temos é que trabalhar com seriedade, aprovar as reformas. Espero que o Legislativo aprove a reforma da Previdência [...] O Estado Brasileiro, seja União ou Município não produz riqueza, quem produz é o cidadão. Se continuarmos gastando mal, gastando muito, cada vez mais vamos avançar no bolso do cidadão, tomar dinheiro das empresas e gastar mal. Temos que fazer o Estado ser mais eficiente, que pare de gastar naquilo que não produz resultado para que efetivamente ele possa devolver serviços melhores à população”, pontuou.

Questionado sobre quais providências estariam sendo tomadas para que Mato Grosso não tenha o mesmo destino anunciado pelo governo Bolsonaro, em questão de contingenciamentos, Mendes foi prático afirmando que já vem tomando algumas medidas.

“Eu não sou uma pessoa que gosta de ficar muito tomando medidas espetaculosas, eu faço no dia a dia. Estamos fazendo medidas importante de cortes de gastos, redução de despesas. Nós temos que acompanhar a evolução da economia brasileira, já existe um sinal claro que o PIB está em franco declínio esse ano e se isso se confirmar, como vem se confirmando nesses primeiros meses, isso vai afetar profundamente a arrecadação. Se entra menos dinheiro, temos que cortar mais despesas”, concluiu.

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