Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 08h:09

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Gaeco bloqueia senhas de militares presos por fraude em arma

Por: LUIS VINICIUS

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o bloqueio das senhas do Sistema de Registro e Gerenciamento de Armas de Fogo (Sirgaf) dos cinco policiais militares alvos da “Operação Coverage”, deflagrada pelo órgão no dia 21 de agosto. Os agentes são suspeitos de cometerem crimes de fraude processual e inserção de dados falsos no programa.

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 Tenente da Polícia Militar Cleber de Souza Ferreia 

A informação consta na oferta de denúncia contra os seguintes militares:
tenente coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola;
tenente coronel Sada Ribeiro Parreira;
tenente Cleber de Souza Ferreira e
tenente Thiago Satiro Albino.

O grupo é suspeito de fraudar uma pistola calibre 9 mm envolvida em sete homicídios em Cuiabá e Várzea Grande, sendo três consumados e quatro tentados.

A medida foi tomada após Paccola ter acessado o Sirgaf no dia da ação policial deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O militar, segundo o Ministério Público Estadual, promoveu alterações no histórico da arma de fogo de número de série B27551 e número Sigma 896367, vinculada ao boletim reservado 287, em favor do grupo criminoso.

“Imprescindível ressaltar que o acesso ao sistema SIRGAF da PM-MT ocorreu após a deflagração da Operação Coverage realizada na manhã do dia 21/09/2019, fato este que causa muito espanto e que demonstra de maneira irrefutável que a organização criminosa ora desvelada continua operando mesmo com a atuação deste Juízo e Ministério Público Estadual”, argumentaram os promotores de Justiça.

Na decisão que determinou a prisão preventiva do tenente-coronel, o juiz João Bosco Soares da Silva ressalta que, mesmo em liberdade, por força de ordem de habeas corpus concedida pelo Tribunal de Justiça, o denunciado “continua a realizar atos ilícitos de obstrução da justiça”, conforme informações encaminhadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

DENÚNCIA

Cinco oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na quarta-feira (05), pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações. Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.

Consta na denúncia, que os oficiais militares utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

 

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