Quarta-Feira, 30 de Janeiro de 2019, 14h:27

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MPE compara Bereré à Lava Jato e pede ao STJ a prisão de investigados

Por: LEONARDO HEITOR

Comparando a Operação Bereré à Lava Jato, o Ministério Público Estadual (MPE) entrou com um recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo a prisão do deputado estadual Mauro Savi (DEM), do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, de seu irmão, Pedro Jorge Zamar Taques, e dos empresários Roque Anildo Reinheimer, Valter José Kobori e Claudemir Pereira dos Santos.

 

Alan Cosme - HiperNotícias

Operação Bereré

 

A Operação Bereré foi deflagrada em 19 de fevereiro de 2018 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia Fazendária (Defaz). Sua segunda fase, chamada de Operação Bônus, foi deflagrada em 9 de maio de 2018 e resultou na prisão dos seis envolvidos. Eles foram soltos por decisão do Pleno do Tribunal de Justiça (TJMT).

 

Como justificativa, o MPE apontou que em julgamentos de habeas corpus relativos à prisões cautelares da Operação Lava Jato, “o STJ admitiu a prisão preventiva para garantia da ordem pública, considerando o peculiar modo de atuação do esquema criminoso organizado e a necessidade de interromper a reiteração na prática de delitos”, apontou.

 

A Operação Bereré investiga um esquema de fraudes que teriam sido praticadas no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), que teria desviado R$ 30 milhões dos cofres públicos, através da EIG Mercados (antiga FDL). Para o MPE, o caso é igualmente relevante, no âmbito estadual.

 

No pedido, o órgão também aponta que, “em liberdade, estes indivíduos tanto prejudicam a instrução criminal, quanto podem comprometer a efetiva aplicação da lei penal, furtando-se à verdade, camuflando e mascarando provas documentais fundamentais à elucidação dos fatos”.

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