Os familiares da bombeira civil Nataly Helen Martins Pereira, ré confessa do feminicídio quadruplamente qualificado da adolescente Emelly Beatriz Sena, não tiveram participação no crime. O irmão, o cunhado, e o noivo, suposto pai da bebê foram conduzidos à delegacia, em 13 de março, um dia após o crime e depois liberados pela polícia.
De acordo com o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, os três colaboraram com a polícia, e as provas materiais corroboram os depoimentos deles. “A gente vê que todos tem álibi de câmeras. Não é que existe provas fracas em relação a eles, é que não existe nada em relação a eles”, afirmou o promotor.
Apesar da afirmação, ele destacou que ainda é preciso analisar a participação intelectual e mensagens de celular da ré. O promotor frisou ainda a importância do trabalho investigativo e destacou que apesar da comoção popular não houve justiçamento contra os suspeitos, fato que além de levar à violência contra pessoas que não mereciam, poderia ter impedido a solução do crime.
“Se fosse feito justiça com as próprias mãos, possivelmente aquelas três pessoas seriam mortas e essas investigações estão mostrando que não tem nada para essas três pessoas. Por isso é tão importante a gente punir a Nataly, que a gente espera que aconteça no tribunal do júri possivelmente neste ano ainda. Tão importante quanto isso é separar as pessoas que não praticaram isso”, apontou
Por fim, o promotor ainda ressaltou a premissa de responsabilidade pessoal,: “seu pai pode ter praticado o pior crime do mundo, sua mãe, mas se você não fez, você não pode responder por isso”, finalizou.
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