O contrato do ouro para junho recuou 2,76%, encerrando o pregão a US$ 3.035,4 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O metal chegou a subir mais de 1% pela manhã, diante da busca por ativos considerados seguros. No entanto, virou para queda no período da tarde, pressionado por realização de lucros e liquidação de posições para cobrir perdas em outros ativos, segundo analistas do Commerzbank.
Apesar do recuo, o ouro continua sendo visto como porto seguro em meio à aversão ao risco. A tensão comercial intensificada pelas medidas do presidente Donald Trump e as contramedidas da China deflagraram perdas significativas no mercado global. Apenas na sessão anterior, as empresas listadas nas bolsas americanas perderam mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado.
A escalada da guerra comercial eleva o risco de recessão e dificulta acordos, levando o mercado a projetar um corte de 1 ponto porcentual nos juros dos EUA até o fim do ano. Com a inflação pressionada por tarifas, os juros reais devem cair, impulsionando os preços do ouro, destaca o Commerzbank.
O Goldman Sachs, por sua vez, acrescenta que o ouro deve continuar sustentado por compras de bancos centrais de mercados emergentes, além das expectativas de corte de juros e temores de recessão. A estimativa do banco é que o metal precioso alcance US$ 3.300 por onça até o fim de 2025.
* Com informações da Dow Jones Newswires
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.