"A gente espera que os juízes sejam isentos, se não, não tem justiça. Porque se o juiz já sabe qual decisão ele vai tomar, não pelo o que está nos autos, mas por uma questão pessoal, (não há justiça)", disse o prefeito.
"Se você não tiver juiz isento e condições para as defesas apresentarem seus argumentos, não há democracia", reforçou Nunes, em entrevista na saída do Encontro da Rede Brasileira de Institutos de Planejamento.
Ele ainda disse estar muito "incomodado" com o julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues Santos, que já tem dois votos para ser condenada à pena de 14 anos de prisão, no regime inicial fechado. A mulher ficou conhecida por pichar a frase "Perdeu, mané" usando batom na estátua da Justiça, no 8 de Janeiro.
"Tá me incomodando muito uma costureira, com um filho de 10 e um de 7 anos, sem nenhum antecedente criminal por portar um batom ter uma condenação de 14 anos. Isso não é razoável, nem alguém que seja do PT, do PSOL, do Cubano, Fidelista, do Fidel Castro, pode ter em sua sã consciência uma aceitação sobre uma situação dessa", criticou Nunes.
O prefeito apoiador de Bolsonaro afirmou que não concorda com o que Débora fez, mas que se existir "esse tipo de comportamento no judiciário" vamos perder "tudo aquilo que a gente conquistou de mais importante, que é o direito da democracia de se expressar".
Nunes já afirmou que participará da manifestação bolsonarista, em 6 de abril, pedindo a anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Nas eleições do ano passado, o então candidato recebeu apoio da ala bolsonarista de São Paulo. No acordo político, Bolsonaro indicou o Coronel Mello Araújo como vice na chapa.
(Com Agência Estado)
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