Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019, 16h:57

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Especialistas compartilham estudos e inovações sobre o uso do Calcário e afirmam que Mato Grosso pode melhorar a produtividade corrigindo o solo corretamente

Por: REDAÇÃO

Público seleto de pesquisadores, agrônomos, agricultores, pecuarista e estudantes debatem o uso da calagem no plantio e na pecuária durante o 1º Encontro Sobre Calagem: Desvendando Mitos, na última sexta-feira no Dia Nacional do Calcário (24 de maio), o evento foi realizado pelo Sinecal no Senai, em Cuiabá.

O encontro contou com palestras de três pesquisadores e especialistas do setor, sendo eles: o mestre em Ciências do Solo e diretor da Fundação MT, Leandro Zancanaro, o mestre em Produção Vegetal e ex-professor do Centro Univag, Luiz Gonzaga e o Anderson Lage, Doutor em Energia Nuclear na Agricultura e professor titular da UFMT-Sinop. Durante cada uma das palestras, os engenheiros agrônomos compartilharam com o público suas pesquisas bem como os resultados do uso da calagem.

Após as explanações, ficou claro que com uma correta calagem os agricultores conseguem resultados ainda melhores. Entre os principais pontos das palestras foi possível destacar, por exemplo, que “no sistema de plantio direto é importante se antecipar a calagem para não deixar a terra ficar ácida e ter que romper o Sistema de Plantio Direto, pois o calcário reage lentamente em profundidade”, diz Leandro Zancanaro. Mesmo uma terra com uma boa produtividade, após a calagem, pode ter ganhos ainda maior, conforme constatado em um experimento realizado em Nova Mutum.

Conforme Lage, os agricultores de Mato Grosso tem demorado muito para corrigir o solo e mais de 50% das amostras que chegam aos laboratórios estão com o V% muito abaixo do ideal necessitando de altas doses de calcário. Isso mostra que as propriedades não estão se mantendo em níveis constantes, existe muitos altos e baixos refletindo em oscilação da produtividade. O Ideal seria fazer a correção do solo a cada dois anos para se ter constância.  Seus experimentos em Sinop apontam que uma calagem bem feita e que se chegou a 62 de V% teve um ganho de 22% na produtividade da soja em comparação a mesma terra sem calagem onde se tinha apenas 40 de V%.

Outro aspecto em destaque durante o encontro refere-se ao fato da pecuária em Mato Grosso utilizar muito pouco calcário e adubo o que reflete em baixa capacidade de cabeças por hectare. O palestrante  Luiz Gonzaga aponta que os pecuaristas que tem feito um correto manejo do solo tem conseguido ganhos significativos com o aumento constante do numero de cabeças por hectare o que reflete em maior ganho para o pecuarista sem precisar aumentar o tamanho da fazenda.

Para o Carlos Pedro Alves, gestor técnico da empresa Reical, uma vez que Mato Grosso é um dos maiores produtores de grãos carnes e fibras do país é importe que a calagem no sistema de plantio e adubo tenha espaço para ser discutida. “O calcário aumenta os resultados do produtor. Consequentemente, essas ações refletem no crescimento do país. Debater sobre a calagem é preciso. Por isso, essa palestra disponibilizou meios de divulgar os resultados alcançados pelos pesquisadores, no maior evento sobre calagem no Estado e quem sabe a maior no país”, declara.

Dentre tantos participantes, foi possível encontrar também produtores que usam o calcário no dia a dia de sua produção. “Este evento foi estimulador, debater os mitos é muito importante e nos deixa mais confiante no dia a dia da lavoura com o calcário”, afirmou Júlio Vargas, produtor de soja e milho em Primavera do Leste.

Já para Jacs Tadeu Ventura, produtor de soja e algodão, que começou o uso do calcário em 1986, o importante é estar em um evento onde pode-se conhecer as inovações que chegam ao mercado, bem como os estudos de impacto que o uso faz. “Esse evento possui grande relevância por meio deles vemos a necessidade do uso do calcário. Está na nossa rotina realizar exames da nossa terra e, a partir dos resultados, percebemos que o calcário é a base de tudo. Desde 86 é possível observar o impacto do calcário no plantio e a evolução dos resultados a cada ano”, conta.

Um outro grupo presente no evento era a classe acadêmica, professores e estudantes, que durante a mesa redonda puderam expor suas dúvidas e absorver as inovações citadas. De acordo com Samila Lopes, estudante de agronomia da UFMT absorver as informações sobre calagem é muito importante. “Para nós o evento nos mostra a real importância do uso deste recurso na produção. Além de clarear as informações que estudamos em sala de aula”, explica.

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