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Variedades Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 13:14 - A | A

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Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 13h:14 - A | A

EM ENTREVISTA

'Ele admira tudo o que sou', diz Marina Sena sobre o namorado, Juliano Floss

Cantora acaba de lançar seu novo álbum, 'Coisas Naturais', que reflete sua atual fase de vida; além de detalhes do projeto, a artista também falou à Quem sobre seu estilo, procedimentos estéticos e relacionamento

CONTEÚDO QUEM

Maturidade: essa é a palavra por trás do novo álbum de Marina Sena. Coisas Naturais foi gestado por um ano e as músicas, que trazem reflexões, romantismo e sensualidade, foram compostas entre amigos e em meio à natureza, como a cantora de Taiobeiras, Minas Gerais, sempre sonhou. Com mais técnica e mais segura de si, a artista explorou seus sentimentos, às vezes de forma caricata, nas canções do novo trabalho, seu terceiro em estúdio, e está orgulhosa do resultado. Ouro de Tolo, faixa-foco do projeto, é, para a mineira, a que mais a representa no momento.

“É uma música de maturidade, que ultrapassa até a coisa da própria relação amorosa que está rolando ali, é muito mais sobre mim, muito mais sobre como eu percebi que, às vezes, eu me coloquei num lugar que era bem menor do que eu. Essa música me representa muito porque eu estou num momento de maturidade muito forte”, declarou Marina, de 29 anos, em entrevista à Quem. Em sua atual fase, ela sente que está lapidando sua personalidade, tendo mais claro quais seus gostos, o que quer para sua vida e o que não deseja para o futuro.

Fã declarada de Gal Costa, a artista deixou claro que a intérprete de Baby, que morreu em 2022 aos 77 anos, foi uma das grandes inspirações de seu novo álbum. “Às vezes parece besteira você falar que um artista salvou sua vida, mas Gal salvou minha vida mesmo. Ela realmente tirou de mim uma mulher incrível, selvagem, loba, muito forte e muito corajosa. Isso é salvar uma pessoa, é tirar um potencial dela mesmo sem saber que está fazendo isso”, declarou. “Hoje, eu tenho mais consciência de onde eu preciso polir e cuidar para, assim, aparar todas as arestas e ser essa Marina que eu sempre sonhei. Uma Marina que lê, que consome arte de um jeito profundo, que não é rasa e consegue apreciar as coisas. Sempre quis ser essa Marina".

Toda essa maturidade também se reflete no estilo da artista, que busca cada vez mais autenticidade ao compor seus looks. “Não gosto de uma imagem tão ‘limpa’, aquele cabelinho todo ajeitadinho, por exemplo. Eu não gosto de ser engomadinha. Isso é um pré-requisito para eu vestir qualquer coisa: não me deixar engomadinha. Eu sou assim, meu cabelo é frisado e sou mais ‘bagunçadinha’", explicou Marina, que gosta de alugar roupas e comprar peças em brechós. “Não gosto de luxo demais e de gastar muito dinheiro [com meus looks].”

“Nunca fiz nada muito brusco em mim, isso eu tenho medo. E se eu ficar feia? Estou bonitinha, vamos deixar assim”

Esteticamente falando, a mineira contou que se preocupa muito com a sua pele e frequentemente vai ao dermatologista. No entanto, ela não tem vontade de fazer nenhuma grande intervenção no corpo. “Botox eu não tenho, uma vez eu pus e não gostei. Achei que tirou minha expressão. Talvez, quando eu estiver um pouco mais velha, eu serei adepta do Botox, porque é aquela coisa: nunca diga nunca. Mas, por enquanto, não”, enfatizou. A única cirurgia plástica feita pela cantora foi no umbigo, para retirar um excesso de pele. “Nunca fiz nada muito brusco em mim, isso eu tenho medo. E se eu ficar feia? Estou bonitinha, vamos deixar assim”, acrescentou aos risos.

O crescimento na música veio acompanhado de um interesse maior na vida pessoal da cantora, que namora outra pessoa pública e do meio artístico: o influenciador Juliano Floss, de 20. À Quem, ela definiu o atual namoro como o melhor relacionamento que já teve e explicou o motivo. “Ele é uma pessoa que sabe muito amar. É raro você ver isso, principalmente no homem cis hétero. Além desse amor todo, ele tem uma devoção à figura feminina. Ele admira tudo o que eu sou”, disse Marina. “Ele é um menino muito puro e tira realmente o melhor de mim. Sou uma melhor pessoa quando estou perto dele. Quando fico longe, inclusive, eu percebo o tanto que sou melhor quando estou perto, porque sinto que fico mais legal, mais alegre, mais risonha, mais feliz e mais sincera. Na presença dele, eu fico muito tranquila.”

Casamento, no entanto, não está nos planos de Marina, que nunca almejou subir ao altar. "Até casaria com o Juliano. Agora, não é uma coisa que eu fico pensando. Não me importo nem com datas comemorativas, como aniversário de namoro. Sou muito desligada mesmo para essas coisas. Meus sonhos envolvem ter ainda mais maturidade, ter noção do que eu quero ser, do que eu sou e das ferramentas que eu preciso para ser o que eu quero e o que tenho potencial para ser", comentou a artista, que também revelou o que almeja na música. "Gostaria de ganhar um Grammy. Esse é um sonho bom."

Quem: O que seu novo álbum, Coisas Naturais, traz de diferente para sua carreira?

Marina Sena: Foi um processo de um ano. Comecei em março do ano passado, então foi como gestar um filho. Eu tive bastante tempo para lapidar as coisas. Acho que a diferença é que esse trabalho tem mais técnica e eu já tinha mais noção do resultado final que queria. E também estou com mais técnica vocal, mais técnica para compor e mais madura. A idade vai chegando e a gente traz outras referências e outros acontecimentos da vida. Acredito que esse novo trabalho tenha mais maturidade do que os outros.

Você compôs as músicas do álbum isolada em meio a natureza, isso te ajuda no processo criativo?

Me ajuda muito. Eu gosto do movimento, isso me atrai, mas eu também gosto de uma paz, de escutar a natureza. Fui para um sítio perto de São Paulo, em São Roque, com meus amigos e foi do jeito que eu sempre sonhei. Coloquei uma banda na sala para tudo acontecer de uma forma muito orgânica e a música fluir. Fiquei 10 dias lá, estava de repouso de uma cirurgia que era mais tranquila, não precisava ficar deitada. Eu pensei: “Vou fazer 10 dias de música”. Fiquei até meio out do celular, até porque lá não pegava direito, e fiquei conectada no momento. Foi bem legal e bem importante. Eu acho que deu o tom do que viria a ser o álbum, já deu um norte para a gente.

E o que te inspira na hora de compor?

Normalmente são vivências pessoais. Eu trago a minha sensação dos meus sentimentos e, às vezes, várias óticas daquilo. Mas, normalmente, são histórias minhas. Às vezes, com uma hipérbole, sabe? Às vezes, exageradas, uma caricatura da coisa em si, mas na maior parte das vezes são histórias minhas. Gosto de sentir as coisas e escrever sobre o que eu sinto.

Qual das faixas conversa mais com seu atual momento?

Não tem uma que me representa menos que a outra, mas acho que Ouro de Tolo é a que mais me define, não pela história em si da música, que tem uma trama acontecendo, mas pela clareza. Ela é uma música sobre uma relação, mas é muito mais sobre a libertação e sobre a noção que você tem de entender o que é para você, o que não é e em que momento você se enganou. É uma música de maturidade, que ultrapassa até a coisa da própria relação amorosa que está rolando ali, é muito mais sobre mim, muito mais sobre como eu percebi que, às vezes, eu me coloquei num lugar que era bem menor do que eu. Essa música me representa muito porque eu estou num momento de maturidade muito forte. Sabe quando as coisas batem? Na vida adulta, isso realmente acontece. Já vou fazer 29 anos, então é diferente. É uma idade muito importante, principalmente para a mulher, como se fosse a idade da loba. É um momento de muita maturidade e estou exatamente nele, lapidando minha personalidade, meus gostos, meu paladar, o que eu quero e o que eu não quero. O que está acontecendo comigo hoje é essa lapidação.

Como foram as gravações dos feats?

Gravei com a Gaia, que é italiana, mas é brasileira também. Ela tem metade da família brasileira e metade italiana. Já Nenny é portuguesa, mas também tem família de Cabo Verde, então tem toda uma influência da língua portuguesa que se modifica em vários lugares. FizemosTokito, que é uma das minhas músicas favoritas do álbum. As meninas são iguais a mim para fazer música, são muito rápidas e são donas da própria caneta. Foram três lobas no estúdio fazendo o que sabem fazer de melhor, foi incrível. E tem a galera do Çantamarta, que vive em Madrid, mas são da Colômbia, Venezuela, cada um é de um canto. Sempre amei essa banda e, antes de lançar meu primeiro álbum, a gente já se seguia no Instagram e já queria fazer uma música com eles. Escuto a música deles 24 horas por dia. Foram processos muito orgânicos, não foi uma atitude marqueteira do tipo “ah, eu preciso fazer música com alguém da Itália”. Não, foi mais natural, de olhar e falar: “Eu preciso fazer uma música com essa pessoa, porque essa pessoa é muito foda”.

Você não esconde sua admiração por Gal Costa. Como ela te inspirou nesse novo álbum?

Gal me inspira a todo momento. Às vezes, vou falar dela e o meu olho enche de água de vontade de chorar, porque realmente é muito importante. Tive uma convenção de fãs e fiquei escutando o que eles tinham para falar para mim e o que eles sentiam. Eles disseram coisas muito parecidas que eu sinto por Gal, que é essa coisa de “você salvou a minha vida”. Às vezes parece besteira você falar que um artista salvou sua vida, mas Gal salvou minha vida mesmo. Ela realmente tirou de mim uma mulher incrível, selvagem, loba, muito forte e muito corajosa. Foi essa mulher que Gal tirou de mim. E isso é salvar uma pessoa, é tirar um potencial dela mesmo sem saber que está fazendo isso. Ela tirou a melhor coisa que alguém poderia tirar de mim. Ela trouxe à tona, reafirmou isso e legitimou muitas coisas em mim por ela ser ela. Gal, para mim, é a maior voz do planeta, porque ela é exatamente a voz da mulher brasileira e, mais ainda, a voz do interior do Brasil, que é muito importante ecoar. A voz dela me lembra a voz das minhas tias, da minha mãe, sabe? Eu tenho memória afetiva com a voz dela. A voz de Gal me lembra de várias coisas que eu amo, que eu sinto saudade, que me emocionam e me trazem conforto. Se minha mãe fosse afinada, seria como a Gal (risos).

Há alguns dias, você publicou uma foto e colocou na legenda: “Sendo tudo que eu quis!”. O que você sempre quis ser e como você se enxerga hoje?

Eu sempre quis ser madura, desde criança, e sempre quis ser polida. Queria pegar o que eu tenho de melhor e conseguir polir isso para ficar na medida certa do que eu gostaria. Sinto que, hoje, eu tenho mais consciência de onde eu preciso polir e cuidar para, assim, aparar todas as arestas e ser essa Marina que eu sempre sonhei. Uma Marina que lê, que consome arte de um jeito profundo, que não é rasa e consegue apreciar as coisas. Sempre quis ser essa Marina. Eu era uma criança que não tinha tantas possibilidades e nem tantos aparatos para colocar a minha criatividade para fora, mas hoje eu tenho recursos. A vida mudou completamente e posso utilizar esses recursos para gastar o dinheiro de forma certa, no lugar certo e para me construir como ser humano. Isso é uma coisa que eu sempre sonhei. Quando eu não tinha nem um real no bolso, por exemplo, eu pensava e falava: “Quando eu tiver dinheiro, eu vou gastar nisso”.

Pode me dar um exemplo?

Gastar meu dinheiro em teatro, em comida de qualidade, em aprender uma língua, em comprar livros. Eu sempre pensava: “Quando eu tiver dinheiro eu vou ter muito livro”. Eu realmente queria saber gastar meu dinheiro em coisas que me constroem. Acho que, no início, quando você começa a ganhar dinheiro, você não entende exatamente como fazer isso, mas logo eu atinei e pensei: “Agora eu tenho recurso, então vou fazer exatamente o que sonhava quando era adolescente”.

Você falou sobre a maturidade. Como ela te ajuda a lidar com a fama, já que com ela vem a falta de privacidade e a exposição nas redes sociais?

Com certeza a maturidade me ajudou muito a lidar com isso, porque ela ajuda você a se conectar com a verdade, com o que você é e com o que você está construindo. Quando você atravessa o outro, não necessariamente a pessoa vai entender o que você é e a sua verdade. Sabendo disso, você não pode se conectar exatamente com o que a pessoa está pensando de você. Com a maturidade e muita terapia, você vai aprendendo a se conectar com o que é real. Quando isso me distrai, já penso: “Não, isso não tem nada a ver”. A verdade é o que está acontecendo. Lógico que ser uma pessoa pública envolve fazer estratégias de marketing para que a pessoa veja, inclusive a verdade, que é muito importante você transmitir para que ela não chegue distorcida. A maturidade me ajudou a não me apegar e a me distrair com coisas que eu amo. Se você se distrair com uma paixão sua, você não vai focar naquela coisa que tenta te colocar para baixo.

Marina, você aparenta ser muito calma. Ano passado, viralizou um vídeo de você se envolvendo em uma briga com uma mulher no show do The Weeknd, em São Paulo. É difícil te tirar do sério?

Velho, é muito raro me tirar do sério, mas a falta de noção me tira e quando as coisas ultrapassam o limite. Mas, na real, acho que nem isso me tira do sério. Eu não lembro de outro momento, por exemplo, que eu tenha saído do sério assim, porque eu sou uma pessoa firme e exigente com minhas posições. Se eu não gosto de uma coisa, não vou falar que gosto só para agradar. Sou uma pessoa direta com meus limites e, com a maturidade, esses limites ficam cada vez mais visíveis para mim. Eu consigo cada vez mais me colocar, mas não saio do sério. Se perguntar para qualquer pessoa que me conheça desde quando eu nasci, elas vão falar que nunca me viram sair do sério, porque eu gosto de debater, de conversar, de dialogar, mas brigar nunca foi uma coisa minha.

"Sou uma melhor pessoa quando estou perto dele. Quando eu fico longe, inclusive, eu percebo o tanto que eu sou melhor quando estou perto, porque sinto que fico mais legal, mais alegre, mais risonha, mais feliz e mais sincera. Na presença dele, eu fico muito tranquila.

E o Juliano Floss também parece ser muito tranquilo.

Muito, é outra paz. Ali você pode dar um tapa na cara dele, que ele vai falar: “O quê?”.

Nas redes sociais, vocês trocam declarações e transmitem muita sensualidade nas fotos. Como é o relacionamento de vocês nos bastidores?

É meu melhor relacionamento, na real. Ele sabe enxergar o outro e sabe ver as necessidades do outro. É uma pessoa que sabe muito amar e é muito raro ver uma pessoa que tem tanto amor e tanto carinho para dar. Ele é exatamente essa pessoa. É raro você ver isso, principalmente no homem cis hétero. Além desse amor todo, ele tem uma devoção à figura feminina. Ele respeita muito o feminino e o ser mulher. Ele admira tudo o que eu sou. Ele torce por mim de um jeito muito legal. Eu não tenho medo da minha feminilidade perto dele, entendeu? Eu não tenho medo das minhas emoções, medo do amor que eu sinto, é muito confortável e muito tranquilo. É essa a relação que a gente tem. Ele é um menino muito puro e ele tira realmente o melhor de mim. Sou uma melhor pessoa quando estou perto dele. Quando eu fico longe, inclusive, eu percebo o tanto que eu sou melhor quando estou perto, porque sinto que fico mais legal, mais alegre, mais risonha, mais feliz e mais sincera. Na presença dele, eu fico muito tranquila.

Você se incomoda com as pessoas dando palpites na vida amorosa de vocês? Até a diferença de idade entre vocês foi pauta...

Isso era mais no início, hoje em dia o povo não fala mais nada [da diferença de idade], porque também não vai resolver nada, nós não vamos terminar. Por isso, não. Pode acontecer qualquer outra coisa em algum momento, agora, por isso? Esse não vai ser o motivo.

É difícil conciliar a agenda dos dois já que são artistas e você viaja fazendo shows?

Até que não, porque ele fica muito aqui em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ele faz muita publi nesse eixo. A minha rotina é mais louca, porque cantar são 10 profissões em uma só. Por exemplo, hoje [fazendo as fotos para a Quem], eu vou ser modelo (risos). Ele não precisa ficar o tempo todo viajando pelo Brasil, então dá para conciliar bastante. Inclusive, ele vai bastante aos meus shows, porque normalmente ele trabalha só durante a semana.

Você tem um estilo muito próprio. O que você busca transmitir com seu visual e seus looks?

Não gosto de uma imagem tão “limpa”, aquele cabelinho todo ajeitadinho, por exemplo. Eu não gosto de ser engomadinha. Isso é um pré-requisito para eu vestir qualquer coisa: não me deixar engomadinha. Eu sou assim, meu cabelo é frisado e sou mais “bagunçadinha”. Meu estilo tem uma coisa hippie, tem uma coisa rock and roll, tem uma coisa punk. Mas óbvio que, hoje, com muito recurso, é um outro tipo de “riponga”. Ainda sou de brechó, mas agora de brechó de luxo. Esse é meu jeito de consumir roupa, como objeto de arte. Além de brechó, gosto de alugar roupas. Não gosto de luxo demais e de gastar muito dinheiro [com meus looks]. Gosto de uma coisa fluida. Não sou muito de pechinchar, mas eu gosto de buscar alternativas. Meu stylist é do mesmo jeito, ele não gosta do óbvio, ele gosta de buscar outras alternativas, até mais sustentáveis, e é muito importante a gente pensar dessa forma hoje em dia.

E como lida com a questão estética? Você é adepta de procedimentos, cirurgias plásticas?

Vou ao dermatologista cuidar da pele, faço laser e outras coisas, mas eu sou bem controlada. Botox, eu não tenho. Uma vez eu pus e não gostei, achei que tirou minha expressão, aí falei: “Ah, não, vou tirar”. Experimentei, mas não gostei. Talvez quando eu estiver um pouco mais velha, eu serei adepta do Botox, porque é aquela coisa: nunca diga nunca. Mas, por enquanto, não. No geral, cuido muito da pele, todo dia eu faço minha rotina de skincare com meus produtos que são de farmácia manipulada. Com isso, eu me preocupo bastante. Agora, coisas exageradas eu realmente nunca fiz. Eu já fiz uma cirurgia plástica no meu umbigo, porque sobrava uma pele e coloquei ele para dentro. Era uma coisa que me incomodava, toda vez que eu tirava foto da barriga, eu ficava: “Ai, esse umbigo”. Mas só, eu nunca fiz nada muito brusco em mim, isso eu tenho medo. E se eu ficar feia? Estou bonitinha, vamos deixar assim (risos).

Quais são seus sonhos pessoais e profissionais? Você pensa em casar, por exemplo, ou conquistar algo na música?

Eu nunca sonhei em casar, sabia? Isso nunca passou pela minha cabeça. Teve uma vez que eu fiz um texto na escola e minha professora nem acreditou no que escrevi. Era um texto que você tinha que responder uma carta do pedido de casamento de um tal de Carlos. Todo mundo respondeu que se casava com o Carlos e eu, a rebelde, respondi: “Carlos, eu não vou me casar com você, porque eu quero conhecer não sei o quê em Veneza, quero conhecer não sei o quê em tal lugar”. Citei vários lugares do mundo que eu queria conhecer e nenhum um envolvia conhecer com o Carlos. Disse que queria ficar sozinha e, no final, ainda disse: "Carlos, eu sou um passarinho, eu quero voar, não quero me casar”. Nunca foi meu sonho. Eu até casaria com o Juliano. Agora, não é um sonho ou uma coisa que eu fico pensando. Não me importo nem com datas comemorativas, como aniversário de namoro, sou muito desligada mesmo para essas coisas. Meus sonhos envolvem ter ainda mais maturidade, ter noção do que eu quero ser, do que eu sou e das ferramentas que eu preciso para ser o que quero e o que tenho potencial para ser. Esse é o meu maior sonho. E a América Latina unida, aquelas (risos). Também sonho que as pessoas percebam que a arte é muito importante para a vida, para ter identidade e para ser feliz. É isso, eu tenho poucos sonhos. Ah, mas eu gostaria de ganhar um Grammy, esse é um sonho bom.

Além do álbum, tem algum outro projeto profissional em vista?

Vou focar só no álbum e no lançamento da turnê. Então vai ser paulada. Os shows vão rodar o Brasil. Eu ainda não tenho planos de fazer turnê internacional, mas estamos abertos também. Na verdade, eu dei uma descansada, porque turnê internacional é trampo. É muito cansativo. Costumo fazer de seis a sete shows por mês. Às vezes mais, mas a média é essa. Agora, quando você vai para Europa, você faz 10 shows em 10 dias. É muito pesado.

E o que podemos esperar da nova turnê? O que planeja trazer de novo?

Penso muito em trazer coisas novas, mas a gente vai trabalhando com as possibilidades que a gente tem, porque viajar com estrutura é muito difícil. Fora que, no Brasil, a gente tem uma variedade muito grande de palcos, então cada palco tem uma estrutura e você precisa se adaptar a isso. Às vezes, você tem que tocar em um palquinho minúsculo e bancar um showzão, aí é sua voz, sua presença e sua banda. Eu e minha equipe pensamos muito em alternativas para trazer um diferencial para o show dentro das possibilidades que a gente tem aqui dentro do Brasil. Para esse novo show, a gente buscou uma alternativa bem inusitada. Vai ser um desafio para mim, principalmente, porque eu vou ter que me entregar muito mais para as artes cênicas, vou ter que focar mais na minha performance. Vai ser bem legal, quero saber como vou sair desse processo.

Créditos:

Texto: William Amorim (@william.amorim5)
Fotos e retoque: Jonathan Zamora (@jotazetav)
Assistência de fotografia: Jorge Escudeiro e Rhanyel Ferraz (@rhanyelferraz)
Produção de moda: Guilherme Higashizima (@guihiga_)
Camareira: Mila
Beleza: Yanthi Brignol (@yanthibrignol)
Edição: Camila Borowsky (@camila_borowsky)
Design de capa: Manuela Pellegrini (@manupellegrini__)
Manager: Talita Morais (@talitamoraiis)
Direção de Produção: Jojo Ziller (@jojoziller)
Produção Executiva: Bibi Léllis (@bibi_lellis)
Produção Pessoal: Jeje Oliveira (@ejejeoliveira)
Assessoria de Imprensa: Fernanda Reis (@fernandabsreis)

 

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