Segunda-Feira, 12 de Agosto de 2019, 09h:49

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Desempregada oferece serviços de beleza em troca de comida

Sem trabalho fixo há duas semanas, Milene Alves Silva, moradora de Ceilândia, precisa de dinheiro para alimentar as duas filhas pequenas

Por: METROPOLES

Milene Alves Silva, 20 anos, está desesperada. Desempregada desde 26 de julho, quando não teve o contrato de auxiliar de serviços gerais renovado, a jovem passou a oferecer serviços para arrumar o cabelo ou as unhas em troca de comida e fraldas. Ela precisa de recursos para as filhas Ester, 3 anos, e Aline, 2.

Reprodução/Metropoles

Desempregada

A ideia surgiu no último dia 2. Depois de entregar o currículo em vários lugares e não ter recebido resposta, Milene decidiu divulgar suas especialidades nos quatro grupos do bairro de Ceilândia em que mora, o P Sul. “Foi a saída que encontrei para tentar conseguir me sustentar. Como sei que muita gente acaba não querendo pagar pelos serviços, mesmo quando eu cobro R$ 10, que não paga nem os produtos, ofereci a troca por alimentos”, conta.

Autodidata, ela diz que nunca teve dinheiro para pagar algum curso de aperfeiçoamento. Todo o conhecimento, tanto para fazer as unhas quanto para cuidar de cabelos, foi adquirido em vídeos na internet. “Fui aprendendo sozinha. Testava na minha mãe e na minha irmã até pegar a prática e me sentir segura para fazer em outras pessoas.”

A necessidade de trabalhar veio logo aos 16 anos, quando teve a primeira filha, Ester. Além dos serviços de beleza, ela chegou a trabalhar como balconista em uma padaria e, mais recentemente, trabalhou por três meses como auxiliar de serviços gerais. “Infelizmente, depois que passou o período de treinos, eu e a maioria das pessoas fomos dispensadas. Nesse momento estou desesperada”, conta.

Com o marido também desempregado e o aluguel vencido desde a última quarta-feira (07/08/2019), Milene não vê outra saída que não deixar o pequeno imóvel onde mora. “A solução é eu voltar com minhas filhas para a casa da minha mãe e meu esposo para a dele. Vamos ficar longe um do outro, mas é o jeito de conseguirmos economizar”, explica.

A mudança, no entanto, não será fácil. De acordo com a mãe dela, Marlene Alves Veloso, 47, na casa não cabe mais ninguém. Também desempregada e sobrevivendo com apenas R$ 200 por mês – valor referente à pensão que recebe –, ela não sabe como será possível sustentar todos. “A situação já está complicada e vai ficar ainda mais difícil. Quem me ajudava era a Milene, que comprava o gás e me dava R$ 100.”

Credito: Reprodução/Rede social
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