Quarta-Feira, 11 de Setembro de 2019, 15h:29

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Xuxu diz que Botelho ignorou justificativa de falta e o usou como isca

Por: FERNANDA ESCOUTO

O deputado Xuxu Dal Molin (PSC) afirmou que foi usado como “isca” pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (DEM), que anunciou um desconto de quase R$ 3 mil por ele ter faltado a sessão ordinária desta terça-feira (10).

Assessoria

Deputado Xuxu Dal Molin

“Minha justificativa foi lida, mas não foi aceita. Por isso que temos que ter regras, não pode ser conforme o vento. Semana passada vários deputados não estiveram aqui, não votou nada. Aí essa semana represou e estão usando o deputado Xuxu Dal Molin como uma isca”, disse.

Na última semana, Botelho afirmou que faria o corte se os deputados não participassem do “mutirão limpa pauta”, que é apreciação de mais de 50 Projetos de Leis Complementares (PLCs).

“Tudo tem que ter justificativa, o que não pode ter aqui é maldade, sacanagem ou perseguição. Gosto muito do presidente, dos demais deputados. Acho que temos que ter integração e trabalhar”, pontuou.

Xuxu justificou a falta afirmando que estava em um compromisso oficial com Governo do Estado. Ele esteve no 6º Encontro Pós-Colheita, em Sorriso, discutindo a BR-163 e em Lucas do Rio Verde, na inauguração do Senai.

“Eu tinha uma agenda já. Não posso viver do que eles querem para hoje. Eu tenho minha programação e nós temos outros 24 deputados. O que nós temos que ter aqui é quórum, por isso temos que estar unidos. Se faltou um, dois ou três, a Casa continua funcionando”, criticou.

MUTIRÃO

Nem a metade dos Projeto de Leis Complementares (PLCs) foi apreciada e votada em plenária na sessão desta terça-feira (10).  Dos 53 previstos, apenas 18 foram votados. A apreciação de PLC requer quórum especial de, no mínimo 14 parlamentares, num universo de 25 deputados. Botelho definiu que nesta-quarta (11), a Assembleia retomará a votação dos projetos.

A intenção do presidente é que, com o “mutirão” desta semana, o Parlamento fique livre para apreciar matérias mais robustas, como a Lei da Cota Zero, uma proposta do Executivo que visa suspender a pesca nos rios do Estado pelo período de cinco anos e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2020).

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