Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 17h:22

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Wilson Santos afirma que números apresentados pelo governo são decepcionantes

Por: REDAÇÃO

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) classificou como um “verdadeiro balde de água fria” nas pretensões do governo do Estado o resultado das contas públicas referentes ao primeiro quadrimestre de 2019, apresentados pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, em audiência no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (21).

Alan Cosme/HiperNoticias

wilson santos


O parlamentar ressaltou que na contramão do discurso de contenção de despesas para atingir o equilíbrio das contas públicas até o final de 2019, o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) ampliou os cargos de natureza política e registra gastos mais elevados que o da gestão anterior numa comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado.

“Foram criados 45 cargos meramente políticos que levou a um gasto com pessoal mais alto do que na gestão do ex-governador Pedro Taques. Se, em 2018 foram gastos R$ 3,4 bilhões, no primeiro quadrimestre deste ano o Estado gastou R$ 3,487 bilhões”, destacou.

Diante da elevação nos gastos com as despesas de pessoal em razão da criação de cargos meramente políticos, o deputado Wilson Santos observou com base nos dados apresentados pelo Estado que a economia com o custeio foi irrisória.

“Houve uma economia de apenas 0,5% comparado ao primeiro quadrimestre de 2018. Isso mostra que a reforma administrativa do Estado foi tímida. Apesar de necessária, não avançou como deveria e o resultado é insignificante para a melhoria das contas públicas”, ressaltou.

Comparado aos dados do ano anterior, Mato Grosso registrou no primeiro quadrimestre deste ano uma economia de R$ 23 milhões no custeio da máquina pública. Em 2018, foram gastos R$ 5,081 bilhões e agora R$ 4,985 bilhões.

O deputado Wilson Santos avalia que a falta de diálogo do Executivo com o Legislativo levou a este resultado insatisfatório, pois uma emenda de sua autoria apresentada em janeiro à Lei Orçamentária Anual encaminhada ao governo do Estado para aprovação, previa um conjunto de medidas administrativas que levaria a uma economia de R$ 400 milhões anuais.

“É um quadro preocupante. Ao mesmo tempo em que não tem a economia desejada, o ICMS registrou um crescimento de 7,3%, mas está 3% abaixo do que estava previsto na Lei Orçamentária Anual. A receita tributária caiu 3,3% do que estava no orçamento. Mais grave, ainda, é que neste cenário não se tem cumprido os limites constitucionais em educação e saúde”, concluiu o parlamentar.

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