Quinta-Feira, 11 de Abril de 2019, 15h:02

Tamanho do texto A - A+

Sachetti quer ser o candidato único do Agro: “Nós três nos matamos, em 2018”, diz, referindo-se a Fávaro e Leitão

Ex-deputado federal, Adilton Sachetti, obteve 12% dos votos válidos na corrida ao Senado, no ano passado e avisa: "Estou pronto pra disputar de novo".

Por: PAULO COELHO

Quarto lugar na disputa ao Senado em 2018, o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB) decidiu que vai disputar o cargo novamente, se a cassação do mandato da senadora Selma Arruda for confirmada, em última instância, pela Justiça. E mais: Sachetti avisa que vai buscar o apoio do agronegócio mato-grossense, que segundo ele, dividiu-se em três, na disputa por uma das duas vagas no ano passado, sendo eles: o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e o próprio Adilton.

Alan Cosme/HiperNoticias

adilton sachetti

 Ex-deputado federal Adilton Sachetti

“Hoje somos três, os pretendentes: Eu, o Nilson e o Fávaro e não dá para sair por aí, batendo cabeça. Não dá para nos dividirmos de novo, pois se fizermos isso, a gente divide também o setor, a gente fraciona e aí todos perdemos. Quero ser o senador de Mato Grosso, mas agindo com responsabilidade”, afirma Adilton à reportagem do HiperNotícias, acrescentando que vai buscar o apoio uniforme dos principais nomes do agronegócio de Mato Grosso. Questionado se vai pedir o apoio do ex-ministro Blairo MaggI (PP), de quem,  aliás, é compadre, ele acrescenta: “É importante o apoio do Blairo, do Eraí [Maggi – maior produtor individual de soja do mundo], do Mauro Mendes [governador], enfim, de todo o agronegócio. Não podemos ficar sem um representante lá”, ressalta.

No ano passado, Sachetti obteve pouco mais de 333 mil votos, ou 12,10% dos votos válidos para o Senado, ficando atrás de Carlos Fávaro, que obteve cerca de 100 mil votos a mais do que o republicano e, obviamente, atrás dos eleitos, Jayme Campos, segundo colocado  e Selma Arruda, primeiro lugar. O então candidato Nilson  Leitão, do PSDB, ficou em 5º lugar, com menos de 3 mil votos atrás de Sachetti.

“Se no ano passado não tivesse havido essa divisão, o resultado seria melhor. Nós três nos dividimos, nós três nos matamos. Se tivessem saído dois como candidatos, provavelmente um estaria eleito. Se tivesse saído só um, com certeza estaria eleito, ou seja, ou o Jayme ou Selma não estaria lá”, reforça Adilton, frisando que dos 141 municípios do Estado, pelo menos 100 dependem do agronegócio e isso, por si só, demonstraria a necessidade da união de todos os seus representantes, para a escolha consensual de um candidato ao Senado.

Sachetti frisa que a arte do diálogo tem que ser exercitada nas articulações para uma nova candidatura sua, ferramenta que ele diz ser importante para buscar entendimento com quem for necessário.

“Vou começar com Fávaro”, avisa, também admitindo que procurará o apoio da própria Selma Arruda, que acaba de ser cassada pelo TRE-MT, mas que no ano passado foi a primeira colocada para o Senado, com mais 678 mil.

Adilton Sacretti, porém, diz não acreditar que haverá, numa nova eleição à senatoria,  outra “onda  Bolsonaro”, o que  alavancou a candidatura de Selma.

“Acho que não tem mais isso. Ele [ Bolsonaro] não tem mais mídia online, hoje. Ele não vai vir aqui e se jogar de cabeça numa campanha do PSL. A ele interessa saber, se quem ganhar aqui vai estar junto com ele”, opina.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei



3 Comentários

mandioca - 12/04/2019

vamos socar mandioca neles, meu voto é do mandioca, simples e naõ é pior doque nem um desses políticos porcos e corruptos deste país, pobres , humildes e injustiçados tem que votar no mandioca, pior não fica, pelo menos vamos tirar a patricinha e não colocar os gravatinhas, mandioca neles , sem medo de ser feliz, senta na mandioca povo do mato grosso. vamos mandicar até o fim.

Ubaldo Junior - 11/04/2019

Coitado, tá sonhando acordado, ou seja ACORDA...mocorongo, essa vaga vai ser de gente da Baixada Cuiabana, e de um politico do povo, e não desses engomadinhos do agro-negócios que só querem mandato para fazer "altas jogadas comerciais", queremos e vamos eleger o Julio Campos, homem simples e bom camarada.

joaoderondonopolis - 11/04/2019

E quem falou que a senadora Selma vai perder o cargo? Esta decisão do TRE foi só para assanhar as lombrigas dos que pretendem candidatar a vaga que não vai existir.

INíCIO
ANTERIOR
PRÓXIMA
ÚLTIMA







Mais Comentadas



ESTÚDIO HIPER
Carlinhos Maia doa carro novo a desconhecido

Em depoimento Neymar diz que cedo ou tarde a verdade aparece

Brasileiro de 84 anos dá um show em programa americano