Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019, 18h:15

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"PSDB está falido, está devendo até o que não tem", diz tesoureiro, que barra França e defende reeleição de Emanuel

Vereador Renivaldo Nascimento, que além de diretor financeiro do partido no Estado, responde pela liderança tucana na Câmara d Cuiabá, aponta que se Roberto França se filiar à sigla, será "jogado aos leões".

Por: PAULO COELHO

O PSDB de Mato Grosso é um partido “financeiramente inviável” para disputar uma eleição majoritária em Cuiabá. A afirmação é do tesoureiro da sigla no Estado, vereador por Cuiabá, Renivaldo Nascimento. “O Partido está falido, tem dívida na casa dos milhões tanto no Estadual, como no municipal”, reforçou Nascimento, em entrevista ao HNT/HiperNoticias.

Alan cosme/Hipernot?cias

Vereador Renivaldo Nascimento

Renivaldo: PSDB "é inviável, financeiramente"

Renivaldo é contra uma candidatura própria tucana em Cuiabá e sustenta que o partido apoie “100%” o projeto de reeleição do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Atualmente, o vereador tucano é o líder do PSDB na Câmara, onde há outros dois parlamentares: Adevair Cabral e Ricardo Saad. Eles estão alinhados com o emedebista tanto na Câmara, quanto para um possível projeto eleitoral para o ano que vem.

É ventilado dentro do PSDB o nome do ex-prefeito Roberto França (sem partido), para disputar o Alencastro em 2020. Convite foi feito, mas França só decidirá seu futuro partidário no ano que vem.

“Roberto França entrar no PSDB agora, seria o mesmo que jogá-lo aos leões”, emendou Renivaldo.

O parlamentar tucano ainda salientou que as últimas disputas do partido para governador e para prefeito de Cuiabá, deixaram dívidas “gigantescas”.

Alan Cosme/HiperNoticias

roberto fran?a

 França: "Decisão só em 2020".

“É só levantar o passivo do estadual. No municipal não tem dinheiro nem pra pagar energia, estamos [os vereadores] tirando do próprio bolso. O Wilson Santos, por ter sido candidato, está com apartamento, com bens todos bloqueados e aí, o Roberto França quer isso?”, questionou Nascimento, ponderando considerar França um grande e forte nome, mas que mancharia o nome se aderisse ao PSDB, que atualmente “não tem estrutura alguma”.

O líder do PSDB na Câmara também reclamou das imposições feitas pelos principais dirigentes da agremiação em Mato Grosso, especialmente, quanto às definições de nomes para disputar cargos majoritárias. “Eu sou candidato a prefeito, se o SDB, quiser. Tem nome melhor do que os que estão na ativa? Tem o Ricardo Saad, do Adevair Cabral. Qual o problema de nossos nomes serem ventilados para prefeito? Existe alguma alguma coisa que nos desabone? Isso tudo só porque alguns caciques querem colocar seus amiguinhos?”, indagou.

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