Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 16h:40

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“Precisamos dialogar com a verdade, não podemos tomar decisões populistas”, diz Gallo, sobre greve da Educação

Por: FERNANDA ESCOUTO

“Precisamos dialogar com a verdade, não podemos tomar decisões populistas”. A afirmação é do secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, que destacou que não existe a possibilidade de o governo do Estado atender a principal reivindicação dos profissionais da Educação, que é a Lei da Dobra do Poder de Compra, que equipara o salário dos professores às demais carreiras do Executivo estadual, além de ficar assegurado o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

“O governo não tem condição legal de fazer essa implantação. Precisamos fazer uma reflexão, nesse momento. Nós, servidores, temos que dar a nossa contribuição. Não é questão de vontade e sim porque não podemos implementar esses aumentos, assim como não pode esse ano dar RGA. O Estado não tem condição, se implantar vai aumentar o gasto com pessoal e seremos obrigados a fazer eventualmente exoneração de servidores não estáveis. Não tem menor sentido isso, menor lógica”, disse Gallo nesta terça-feira (21), após a apresentação da evolução das metas fiscais do 1º quadrimestre de 2019, na Assembleia Legislativa.

Alan Cosme/HiperNoticias

rogerio gallo

 

Mesmo com a greve anunciada para a próxima segunda-feira (27), o secretário destacou que o governador do Estado, Mauro Mendes (DEM), cometeria improbidade administrativa, caso cedesse às propostas dos servidores da Educação.

“Não é que o governo não queira dar, a lei não permite e se nós fizermos, vamos ser populistas e vamos colocar a sociedade toda em prejuízo. Os servidores vão receber ainda mais com atraso, vamos ter que eventualmente demitir servidores não estáveis e ainda assim encontrar recursos na sociedade, quer dizer aumentar a carga tributária”.

“Qualquer outro governador que ali estivesse, também não daria esse aumento, porque não tem as condições legais para fazer”, finalizou.

Além da Lei da Dobra do Poder de Compra, as outras reinvindicações da classe são a convocação dos aprovados no concurso público de 2017 e a reforma da estrutura física de centenas de escolas estaduais.

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