Quinta-Feira, 01 de Agosto de 2019, 10h:38

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Pinheiro diz que falta diálogo e respeito aos professores estaduais em greve

Por: FERNANDA ESCOUTO

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou nesta quinta-feira (1) que a greve dos professores estaduais, que já dura 63 dias, precisa ser tratada com seriedade pelo Governo do Estado. De acordo com ele, há um “desrespeito flagrante” com a categoria, sendo preciso adotar medidas para que propostas possam ser construídas, mesmo que a longo prazo.

Alan Cosme/HNT/HiperNoticias

emanuel pinheiro/HMC/3 fase

Prefeito Emanuel Pinheiro

Ele chegou a comparar a gestão do governador Mauro Mendes (DEM) com a sua e relembrou que precisou tomar uma decisão em relação aos profissionais de carreira da Secretaria de Saúde recentemente. Segundo ele, o Governo do Estado precisa apresentar uma proposta, nem que seja para daqui três anos.

“Precisa de diálogo e respeitar a categoria. O direito de greve é constitucional. Ninguém quer fazer greve, os trabalhadores não querem. A greve é o último ato. É o grito de socorro para que seus direitos sejam respeitados e eles acabam tendo que lançar mão diante de um desrespeito flagrante a uma categoria fundamental para o desenvolvimento da sociedade”, disse ele.

Pinheiro deu as declarações durante coletiva de imprensa na Arena Pantanal, no Mutirão de Conciliação Fiscal 2019. O prefeito declarou ainda que os professores entendem as limitações do caixa do Estado. Vale lembrar que o governador tem afirmado sistematicamente que não consegue atender as demandas porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina um limite para os gastos com pessoal de 49%, no entanto, o Estado está em pouco mais de 59%.

“Tem que ter diálogo, diálogo e diálogo. Ficar rouco de ouvir, conversar, fazer propostas. Eu tenho negociado com o Sintep e eles são bem intencionados, querem garantir as conquistas da categoria e entendem os limites do caixa, mas o que não pode é o desrespeito. Não pode ser truculento. Não estou dizendo que o governador está sendo”, desconversou ele.

De acordo com o prefeito uma alternativa para pôr fim à greve seria uma prospecção de aumento salarial ao longo dos anos. Para Pinheiro, o Governo do Estado deve estudar a possibilidade de propor que, em até três anos, os aumentos salariais sejam concedidos. “Não dá pra fazer tudo imediatamente? Faça uma proposta de 2, 3 anos, 1 ano”, disse ele.

A greve

Os professores deflagram greve em 27 de maio e de lá pra cá diversas reuniões e manifestações foram realizadas. No entanto, nenhuma evoluiu. O Estado vem fazendo o corte de ponto dos grevistas e conseguiu na Justiça uma liminar que considerou a greve ilegal e firmou multa diária de R$ 150 mil, caso descumpram o prazo de retorno das atividades, que foi fixado nesta sexta-feira (2). (com colaboração de Ana Adélia Jácomo).

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3 Comentários

Giovanna Santos - 01/08/2019

O prefeito está de parabéns! O governador deveria seguir seu exemplo.

joaoderondonopolis - 01/08/2019

Está correto o prefeito, falta diálago e respeito, mas sobra arrogância.

Chico Bento - 01/08/2019

Esse prefeito é mesmo um idiota! Não percebe que 905% da população está contra a greve, por ela ser ilegal, apenas de cunho político? Bem, ano que vem ele não será reeleito mesmo.

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