Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 22h:51

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Neri, Rosa Neide e Valtenir se unem à maioria da Câmara e tiram Coaf de Moro

Maioria dos federais de MT queria manutenção do órgão sob o comando do Ministro da Justiça. "Coaf não

Por: PAULO COELHO

Quatro deputados federais de Mato Grosso votaram nesta quarta feira (22) pela manutenção do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), sob o comando do ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública. Mesmo assim, de nada valeu, pois outros três federais mato-grossenses se somaram à maioria que decidiu tirar o Coaf das mãos de Moro.

Alan Cosme/HiperNoticias

neri geller

 Geller - Coordenador da Bancada Federal de MT, em Brasília

O placar final foi de 228 votos pelo remanejamento do Coaf para o Ministério da Economia e 218 parlamentares votaram pela manutenção do órgão, no Ministério da Jutiça.

Os três de Mato Grosso que ajudaram a tirar esse mecanismo de controle que, para Sérgio Moro, seria vital para o combate à corrupção, são: Neri Geller (PP); Valtenir Pereira (MDB) e Professora Rosa Neide (PT).

Votaram para que o ministro Moro seguisse com o Coaf, os deputados Nelson Barbudo (PSL); Dr. Leonardo (Solidariedade); Emanuelzinho (PTB) e Juarez Costa (MDB).

O deputado José Medeiros (Podemos), não votou. A reportagem entrou contato com o parlamentar, por telefone, mas as ligações não foram atendidas, nem retornadas. Estavam em plenário, na sessão ordinária, 443 parlamentares, de um total de 513. . O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não votou porque presidia a sessão. Houve ainda quatro abstenções.

Para o coordenador da bancada federal de Mato Grosso em Brasília, Neri Geller, o Coaf não é um caso de polícia e sim de organização tributária.

“O Coaf  faz um trabalho grande, mas isso lá no Ministério da Economia para quebra de sigilo, levantamento de movimentação financeira, ou seja, como órgão auxiliar da Receita Federal, no combate à evasão de divisas, à sonegação fiscal, etc”, opinou Neri, em entrevista ao HNT/HiperNotícias, ainda salientando que isso não quer dizer que o Ministério da Justiça não terá todas as informações que precisar. "Qualquer movimentação atípica vai ser encaminhada para a Polícia Federal”, argumentou o progressista, admitindo que há, sobre esse tema, muito debate ideológico.

“Sei que vai ter críticas, mas essa não é uma votação contra o Moro. Pelo contrário, é uma votação para organizar o Ministério da Economia e paro combate à sonegação fiscal”, apontou, acrescentando que toda a movimentação financeira atípica, suspeita, vai ser encaminhada para os órgãos competentes para a devida investigação.

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