Quinta-Feira, 06 de Junho de 2019, 08h:00

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"Não precisamos que Ongs ponham o dedo na nossa cara", diz Mauro, na visita de Bolsonaro

Governador mato-grossense enaltece percentual de "36% apenas", do uso de todo o território do Estado, para a produção agropecuária. "O resto está como Pedro Alvares Cabral encontrou"

Por: PAULO COELHO

A Preservação do meio ambiente no Estado de Mato Grosso e no restante do País, não precisa das organizações  não-governamentais que, na maioria das vezes, “são financiadas por produtores americanos”.

A afirmação foi feita pelo governador Mauro Mendes durante visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Barra do Garças ( a 500 quilômetros de Cuiabá), nessa quarta-feira (05), durante programação do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Tchélo Figueredo/GCOM

mauro mendes/jair borsonaro/ronaldo caiado

Mauro Mendes, ao lado de Ronaldo Caiado e do presidente Jair Bolsonaro em evento em Barra do Garças

“Nós queremos preservar, não precisamos que nenhuma ong internacional  venha aqui colocar o dedo na nossa cara e nos dizer o que devemos fazer, o que eles não fazem em seus países”, frisou Mendes, garantindo que o Estado quer preservar e está sempre trabalhando nesse sentido.

O governador expôs as potencialidades do Estado e a importância da produção agropecuária no saldo da balança comercial brasileira e, consequentemente, no crescimento e fortalecimento da economia nacional. “Mato Grosso hoje é o maior produtor de commodities agrícolas do País e contribui substancialmente com a balança comercial brasileira; é o maior produtor de soja, milho, algodão, de gado e fazemos tudo isso com apenas 36% do nosso território, ou seja, outros  64%  estão como Pedro Álvares Cabral encontrou há mais de 500 anos e esse é o exemplo que queremos dar ao mundo, ou seja, que somos capazes de construir e preservar”, ressaltou Mendes.

O governador de Mato Grosso foi aplaudido pelas lideranças políticas de Mato Grosso e Goiás e pelo próprio presidente Bolsonaro, quando em seu discurso, opinou que não se pode mais sustentar a tese de que o Brasil é o país do futuro.  “O Brasil tem que ser o país é do presente, para que os resultados cheguem na porta, na rua, no bairro em todo país”, sustentou.

SEM ESPAÇO

Com a agenda apertada, a programação da viagem de Jair Bolsonaro  à divisa de Mato Grosso e Goiás não permitiu que os governadores dos dois estados tratassem, também de uma outra pauta, pretendida por Mendes e  o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM): a destinação de pelo menos 30% do orçamento total do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aos dois estados (mais Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) para investimento público em infraestrutura. O Fundo, por força de lei, atende atualmente apenas empresas do setor privado. A estimativa do FCO para 2019 é de R$ 9,7 bilhões. Ao menos em público, nos discursos dos governadores e do presidente, esse tema não foi abordado, apesar da defesa clara de Mauro Mendes e Caiado.

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