Sexta-Feira, 12 de Abril de 2019, 08h:57

Tamanho do texto A - A+

“Meu sonho é ser senador”, diz Botelho, ao confirmar nome na disputa, se cassação de "Moro de Saia" for mantida

Entretanto, há no meio do caminho Júlio Campos, o primeiro do DEM a cobiçar a vaga que pode ser aberta com cassação. "A gente faz uma pesquisa, para definir o melhor candidato", sugere Campos.

Por: PAULO COELHO

Mais um pretendente à vaga de senador da república, que pode ser desocupada pela juíza aposentada Selma Arruda, eleita senadora pelo PSL no pleito de 2018, mas que, de forma unânime, teve o mandato cassado pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), nessa semana. Trata-se de Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa.

Alan Cosme/HiperNoticias

eduardo botelho

 Presidente da ALMT, Eduardo Botelho: "meu sonho é ser senador"

“Se tiver a eleição, vou colocar meu nome na disputa sim, meu sonho é ser senador”,  declarou Botelho, em entrevista ao HiperNotícias.

O presidente do parlamento estadual alega não ter acompanhado de perto todo o trâmite do processo que  cassou o diploma de Selma e seus suplentes (sob a alegação de prática de Caixa 2 e abuso de poder econômico), mas que há que se respeitar a fase recursal e, só então, se for mantida a cassação e a eleição suplementar for convocada pela Justiça.

“Depois de esgotados todos os recursos, aí sim, o DEM tem que ter nome na disputa, sim, e eu mesmo tenho interesse, por  quê não?”, disse.

O Democratas já tem o senador Jayme Campos eleito, junto com Selma, em outubro passado, quando mesmo sendo apontado como o grande  favorito pela maioria das pesquisas, ficou em segundo lugar. No Estado e no país, o DEM vive um grande momento. Além de Jayme e Botelho, a sigla tem também o governador do Estado, Mauro Mendes. Na esfera nacional, o Congresso, em Brasília, é comandado pelo Democratas, com Rodrigo Maia presidindo a Câmara e Davi Alcolumbre o Senado.

E, para Botelho, o partido pode sim ficar ainda mais forte no Estado, pois, segundo ele, possui nomes para disputar uma eleição suplementar para o Senado, por exemplo.

“Eu não tenho sonho em ser governador, nem ser prefeito, mas de ser senador, sim”, reforçou, enaltecendo o papel de um senador atuante: “Como senador a gente pode dar uma contribuição muito grande ao Estado e ao País; o senador pode influenciar decisões no Congresso. Quem não sonha, com isso?”, indagou.

Eduardo Botelho está em seu segundo mandato como deputado estadual e comanda (também pela segunda vez) a Mesa Diretora da Assembleia.

A intenção de Botelho em disputar vaga ao Senado transcende a uma provável eleição suplementar, devido à cassação de Selma. “Mesmo que não seja nessa eleição suplementar, mas na próxima, com certeza tô dentro”,  completou.

Mas, e o Júlio?

Alan Cosme/HiperNoticias

julio campos

Júlio Campos, secretário geral do DEM, também quer disputar o cargo de senador se eleição suplementar for confirmada

Além de outros políticos que já esbugalharam os olhos na possível vaga de Selma Arruda, como Carlos Fávaro e Adilton Sachetti, por exemplo, há também, dentro do Democratas, alguém que já há um bom tempo se adiantou, manifestando sua intenção de disputar: o ex-governador e ex-senador Júlio Campos. “Vou ter que disputar com ele”, brincou Botelho, ao dizer que colocará o nome para avaliação interna do partido.

Mas, numa eventual disputa suplementar ao Senado, Júlio Campos alega levar vantagem, internamente, em relação a Botelho.

“Pretensão todo mundo tem. Temos que ver quem o partido indica e quem o povo vai escolher, né? Eu defendo, para isso, uma pesquisa entre os membros do partido. Somos mais de 55 mil filiados no Estado, vamos fazer uma pesquisa e aquele que tiver a maioria, será o candidato do partido, acho que é mais democrático assim”, sugeriu Júlio Campos, à reportagem do HiperNotícias.

Para Júlio, em se tratando de avaliação intrapartidária, “ eu levo mais vantagem do outros nomes, porque o partido atual foi feito por nós, há muitos anos e acho que levo uma vantagem, no seio dos antigos filiados, que são esses mais de 50 mil filiados, que já estão há 30 anos conosco”, avaliou Júlio,  que atualmente é o secretário geral do DEM de Mato Grosso. Ele ainda cita o ex-deputado federal Fábio Garcia, como outra opção do DEM. Garcia, porém, já é o primeiro suplente de Jayme Campos. “Acho que, no caso de uma eleição, suplementar, temos que ter critérios para escolher o candidato e, internamente, vejo que levo vantagem sobre eles [ Botelho e Fábio].  Isso seria o mais justo”, completou

Tanto Júlio, como Botelho e os demais pretensos candidatos a senador, para a vaga de Selma Arruda, entendem que todo esse processo eleitoral suplementar tende a demorar meses e talvez anos para se desenrolar na Justiça, devido à fase de recursos, garantida à senadora do PSL.

Avalie esta matéria: Gostei +2 | Não gostei - 1







Mais Comentadas



ESTÚDIO HIPER
Carlinhos Maia doa carro novo a desconhecido

Em depoimento Neymar diz que cedo ou tarde a verdade aparece

Brasileiro de 84 anos dá um show em programa americano