Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 13h:15

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Mendes minimiza protestos de professores: "manifestações normais"

Por: FERNANDA ESCOUTO

Durante a reabertura do Hospital Estadual Santa Casa de Cuiabá, nesta terça-feira (23), houve mais um protesto dos profissionais da Educação contra a gestão estadual, entretanto o governador Mauro Mendes (DEM), não se abalou e considerou o ato como “manifestações normais”.

Mayke Toscano

reabertura da santa casa


Os servidores, que estão em greve desde o dia 27 de maio, reivindicam o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), o reajuste em 7,69% no salário dos professores, a concessão da licença-prêmio e licença para qualificação profissional, e o pagamento de 1/3 de férias proporcional para os professores contratados.

“Eu já falei isso várias vezes. Já dialoguei muitas vezes. Vou repetir tudo que eu já disse na primeira entrevista, quer que eu repita de novo? Vou repetir: Estamos estourados na LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal], com 58%. Isso mudou? Não, não tem como mudar, então”, rebateu Mendes.

Na última segunda-feira (22), os profissionais da Educação ficaram acorrentados em frente ao Palácio Paiaguás, sede do governo do Estado, no Centro Político Administrativo, na Capital. Já em Várzea Grande, os grevistas realizaram um bazar, na Avenida Senador Filinto Müller. O valor arrecadado com as peças de roupas vendidas será destinado ao Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

Fernanda Escouto / HiperNotícias

Protesto Sintep Santa Casa

Servidores protestam contra o governo na reabertura da Santa Casa

Quando questionado sobre como ele via esses atos, o governador foi taxativo ao dizer que as manifestações são normais, porém não fazem os dados mudarem.

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O senador Jayme Campos (DEM), que também estava presente na reabertura da nova Santa Casa, entrou em defesa do colega de partido, Mauro Mendes.

“Quando cheguei aqui vi os professores e fui para o enfrentamento. Eu disse a eles que se o governador tivesse recursos, as suas finanças tivessem capacidade de pagamento, o governador atenderia [as reivindicações]”, disse Jayme que destacou que conversou com a deputada federal Rosa Neide (PT), para achar uma solução que coloque o fim na greve dos profissionais da Educação.

“Mato Grosso é bom que se esclareça, não vive só de salário e os salários daqui do Estado são razoavelmente bons para ficar no nível nacional. O governador gerencia o conjunto da sociedade, não só meia dúzia, dez, quinze, trinta ou cem, são milhões de pessoas”, completou.

 

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