O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que "falta comando" do presidente Lula (PT) na ala do meio ambiente para destravar a Ferrogrão. Alfinetando o presidente, Mendes disse que Lula fica se "debatendo" quando precisa discutir obras de grandes dimensões que dependem de licenças. Além da ferrovia em Mato Grosso, Mauro citou a exploração do petróleo na costa norte do país.
"O presidente Lula se debatendo com a questão do petróleo na costa norte. Ele fala e até agora nada. Falta um comando e controle do presidente Lula para fazer valer sua palavra e atenção. No caso, o objetivo de exploração do petróleo e obras de infraestrutura importantes no país que estão sendo barradas pela área ambiental do governo", falou Mauro Mendes ao Brodcast Estadão.
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Esse entrave dentro do alto escalão de Lula fomenta os rumores em torno da saída de Rodrigo Agostinho do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Lula colocaria na pasta o secretário-geral da presidência, Márcio Macedo, pessoa de sua confiança que trabalharia em prol dos interesses do governo.
O Palácio Paiaguás estima que a Ferrogrão terá a capacidade de transportar cerca de 30 milhões de toneladas de grãos anualmente. O modal ligará Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Rondonopólis e Cuiabá ao Pará, atendendo uma demanda do agronegócio para facilitar a logística do escoamento da produção em Mato Grosso.
Mendes lembrou que em 2024 acordou com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que a Ferrogrão estaria no pacote de obras executadas no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, havia uma resistência do governo federal a atender o pedido. O governador os alertou que seria um "tiro no pé" e Rui acabou cedendo.
"Estive com o ministro Rui Costa quando estavam definindo o PAC e pediram para que o governo de Mato Grosso indicasse quatro obras prioritárias Indicamos a BR 158, a 242, a 080 e a Ferrogrão, que não iriam colocar. Disse para não fazerem isso pois seria um tiro no pé. Essa ferrovia é muito importante e depois de alguns debates, parece que a área ambiental do governo era contra, mas colocaram", explicou Mauro.
O governador destacou que a obra continua estagnada, mesmo após a ferrovia ser incluída no pacote do Novo PAC e demonstrou sua preocupação com a proximidade do fim do mandato de Lula.
"De lá para cá, pouca coisa mudou. Estamos começando do meio pro final deste mandato do presidente Lula e tenho que ser honesto que pouca coisa andou para que tivéssemos a viabilização do governo federal de um processo de leilão, concessão, viabilização de construção dessa ferrovia", lamentou Mauro.
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