Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 16h:02

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Medeiros ataca “pré-candidatos” ao Senado; "tirem o cavalo da chuva"

Por: REDAÇÃO

Assessoria

SELMA PODE

 Selma se filiou nesta quarta no Podemos

O deputado federal José Medeiros (Pode), vice-líder de Jair Bolsonaro na Câmara, participou na tarde desta quarta-feira (18) do ato de filiação da juíza aposentada e atual senadora, Selma Arruda, que deixou o PSL para aderir à sigla de Medeiros e de Álvaro Dias (Pode/PR).

Durante coletiva de imprensa, Medeiros enviou um recado direto a muitos que estão de olho na vaga de Selma, que responde a um processo no Tribunal Superior Eleitoral – TSE, e sugeriu que “tirem o cavalo da chuva”, ressaltando a confiança na permanência de Selma no cargo.

“Quem perdeu está querendo levar na “mão grande” como se também não tivessem feito pré-campanha. O Podemos está de braços abertos, casa aberta, ar-condicionado ligado e tapete vermelho estendido para a senadora. Para nós, é uma honra, uma satisfação. Sua ajuda fará o Podemos ainda mais forte. Ter uma parlamentar da sua moral e caráter representa muito pra nós. Hoje muitos já estão se apresentando como pré-candidatos ao Senado, mas é bom tirarem o cavalo da chuva porque já está trovejando. Selma fica até o último dia do mandato”, afirmou.

Nos bastidores político de Mato Grosso há grande movimentação em torno da possibilidade de Selma ser cassada em definitivo. A Assembleia Legisaltiva se articula internamente para lançar um candidato único. Além disso, o produtor rural, ex-deputado federal e ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PRB), e o titular do escritório do Estado em Brasília, Cárlos Fávaro (PSD) correm por fora. Ambos foram derrotados na eleição passada, quando disputaram o cargo com Selma.

"A verdade é que ela não cometeu crime algum, marcou a história como a segunda mulher de Mato Grosso a virar senadora. O crime dela foi ousar contra as oligarquias e este tipo de coisa parece que não deixam passar impune"

Medeiros relembrou o histórico de luta da nova companheira de partido, que desde a campanha de 2018, até depois que conquistou a vitória, tem sido alvo constante de uma pressão exercida pelos grandes grupos políticos do estado.

“Para Mato Grosso, foi uma grata surpresa a eleição da Selma. Ela foi a mais votada e a escolhida pelo povo. É preciso ressaltar isso para lembrar a injustiça que ela vem sofrendo. A eleição para o Senado foi uma verdadeira carnificina em Mato Grosso. Muita gente que não tinha mais voto se movimentava para ganhar as eleições de todo jeito e antes mesmo de começar, ainda em momento anterior à campanha, ela (Selma) já foi perseguida. Acabou a eleição, já criaram o discurso: “ela ganhou, mas não assume”. A verdade é que ela não cometeu crime algum, marcou a história como a segunda mulher de Mato Grosso a virar senadora. O crime dela foi ousar contra as oligarquias e este tipo de coisa parece que não deixam passar impune por lá”, atacou Medeiros.

Bancada

Com a presença de Selma, o Podemos passou a ter a segunda maior bancada do Senado Federal, com dois parlamentares a menos que o MBD. O senador Major Olímpio (PSL/SP), porém, participou do ato de filiação de Selma no novo partido e fez questão de lhe deixar um público “até breve”, trazendo a sinalização de sua iminente migração partidária para o mesmo destino.

A sigla, que ainda conta com 10 deputados federais, se prepara para crescer ainda mais e mira novas filiações. Em Mato Grosso, a ideia é lançar candidatos a prefeito em várias cidades, sobretudo os polos regionais mais destacados. O atual vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro, já é nome praticamente certo para tentar a Prefeitura da capital.

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