Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 08h:50

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Mauro diz que saída para o Estado é "colocar Deus na frente e trabalhar"

Por: LEONARDO HEITOR

Em um comunicado publicado no início da noite de sexta-feira (11), o governador Mauro Mendes (DEM) disse esperar com a parceria dos fornecedores do Governo do Estado e finalizou dizendo que a única forma de Mato Grosso sair da crise fiscal e financeira a qual se encontra atualmente é “colocar Deus na frente e trabalhar”.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

mauro mendes

 

No texto, o governador afirma que recebeu o Estado no último dia 1º de janeiro com restos a pagar da ordem de R$ 3,9 bilhões, deixados pela administração do ex-governador Pedro Taques (PSDB). O novo chefe do Executivo estadual também ressaltou que pretende priorizar a transparência no sentido relativo ao cenário econômico e de gestão.

 

“Assumimos o Governo no último dia primeiro de janeiro em uma situação financeira que todos os fornecedores de Mato Grosso conhecem. Com restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões. Os números se tornaram públicos na última semana, após darmos transparência ao cenário econômico e de gestão que encontramos no Estado”, diz o início do comunicado.

 

Mauro Mendes destacou que entre as empresas e prestadores de serviços que atualmente são credores do Estado, estão operadoras de serviços como limpeza, alimentação, fornecimento de material de expediente, compra de medicamentos, locação de viaturas e prestação de serviços médicos e hospitalares. O governador aponta que os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e que pretende tomar medidas drásticas, com o apoio da Assembleia Legislativa (ALMT).

 

“Entre as medidas estão o corte no número de cargos comissionados, de gratificação e contratados; a redução de 24 para 15 no número de secretarias e a extinção de seis empresas públicas; a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que estabelece normas de finanças públicas que propiciarão a contenção do déficit financeiro, reequilíbrio entre receitas e despesas e recuperação da capacidade de investimento público; estamos propondo também o aumento na contribuição do setor do Agronegócio, com o Novo Fethab, bem como outros ajustes na Tributação para a elevação da receita. Iremos implementar um gigantesco programa de combate à sonegação fiscal”, aponta.

 

Segundo o governador, as medidas buscam um equilíbrio financeiro que contará com o apoio de diversos setores da sociedade. Ele destaca que as ações buscam a possibilidade de que o Estado tenha capacidade de iniciar a quitação destes restos a pagar, evitando assim a interrupção de serviços oferecidos pelo Governo.

 

“Estamos tratando a situação com a seriedade que ela merece e há apenas uma forma que conhecemos para equacionar tudo isso: é colocar Deus na frente e trabalhar. Contamos com a parceria e que depositem um crédito de confiança em nosso trabalho”, finaliza.

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3 Comentários

Jose - 15/01/2019

QUANDO VAMOS INVESTIGAR OS R$20 BILHÕES EM FRAUDES DO GOVERNO TAQUES? Não se pode esquecer de apurar e recuperar todos os desvios e fraudes do desgoverno pedro taques da transformação do estado em caos e roubalheira, os quais juntos já SOMAM $20 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos $20 bilhões: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin e vários secretários com R$50 mil/mês por fora; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $230 milhões do fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juiza candidata para ferrar o silval e a familia dele. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados e estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos.

Pardal - 13/01/2019

Concordo que devemos colocar Deus na frente, pedindo sabedoria, entendimento e inteligência, para tomar as decisões acertadamente; trabalhando com dedicação e amor; porém é necessário usar técnicas de Planejamento como Diagrama de Pareto, Gráfico de Causa e Efeito, Gestão por Competência e não por Caixa.

Benedito costa - 13/01/2019

Mauro Mendes deixa Deus fora dessa história, antes do nosso Estado, existem muito outros Estados que estão pior que o nosso precisando mais de Deus. Falta competência, austeridade, pulso firme nas decisões pra demandar a situação econômica do Estado. Primeira coisa a fazer é saber onde é o problema e atacar. Economizar neste momento é a forma de começar a saber onde falta e onde sobra.

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