O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, alfinetou a Cargill, multinacional americana com sede em Cuiabá, por ser uma das trandings signatárias à moratória da soja que é acusada de desmatar área de proteção ambiental (APA) próxima ao Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. De acordo com Costa Beber, a Cargill deixa de comprar de produtores em situação legal no país cujas terras estão dentro do bioma amazônico, porém, não se furtou de explorar área não autorizada conforme o Código Florestal. O presidente cobrou uma investigação aprofundada sobre o caso.
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"Exatamente, ela não compra do produtor que desmatou legalmente, independente de legal ou ilegal, nós temos que separar isso e a Aprosoja não apoia nada que é ilegal, nós apoiamos quem está dentro da lei. Eles não compram de quem está dentro da lei, mas desmatou após agosto de 2008", disse Lucas Costa Beber ao HNT TV.
Conforme Lucas, a Cargill derrubou parte da mata ciliar no Rio Madeira para construir uma estação de transbordo voltada ao carregamento de grãos para exportação. A empresa investiu mais de R$ 3 milhões de dólares na operação, o equivalente a R$ 17 milhões.
"Em 2022 eles desmataram área de mata ciliar, uma APP, às margens do Rio Madeira para construir um porto que está praticamente pronto lá. E eles fizeram esse desmate mediante autorização do Ibama e vão exportar por lá mesmo restringindo através da moratória", falou o presidente.
Costa Beber observa que a Cargill se contradiz, tendo "dois pesos e duas medidas". "Moratória para eles e legislação para nós. Nós vamos investigar isso, agora depois que isso veio à tona nós vamos atrás das outras também, porque tem que expor essa hipocrisia", finalizou.
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