Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 08h:00

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Cansada e 5 quilos mais magra, Janaína admite: “nunca senti tanta falta do Botelho”

Deputada revela que está gostando muito da experiência de comandar a Assembleia Legislativa, mas reclama do desgaste físico e psicológico. “Saio tarde daqui e lá em casa já tem até protesto”

Por: PAULO COELHO

A presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Janaina Riva (MDB), tem sentido literalmente na  pele, o peso da responsabilidade de  comandar o Parlamento. “Essa atribuição de ser presidente, até pelo fato de eu ser mulher,  exige muita  atenção, muito foco, eu acabo me dedicando demais, saio daqui muito tarde”, disse a emedebista, que foi  eleita vice-presidente da atual Mesa Diretora, e que responde pela presidência desde o dia 17 abril passado, com o afastamento do titular Eduardo Botelho (DEM).

“Nunca cheguei a sentir tanta falta do Botelho na minha vida, como estou sentindo agora”, afirmou a parlamentar em um tom descontraído. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Janaina riva

Presidente em exercício da ALMT, deputada Janaína Riva

Janaína ponderou que está gostando da experiência de presidir a Assembleia e que tudo isso está servindo como aprendizado na vida pública dela. O desgaste físico e psicológico, porém, tem sido seu principal obstáculo.

“Lá em casa está havendo até protesto, tem até Hashtag Volta Botelho”, brincou. A parlamentar também informou que emagreceu cinco quilos desde que assumiu a presidência.

O afastamento do deputado Botelho tem um prazo máximo previsto de 120 dias, mas ele pode voltar antes, se assim decidir (ele se afastou para cuidar de assuntos pessoais). Janaina já adiantou, em entrevista ao HNT/HiperNotícias, que assim que Botelho voltar do afastamento, ela é que se licenciará “para descansar”, pois estaria  passando por uma rotina muito intensa e ininterrupta de trabalho.

Greve na Educação

Nesta semana, Janaina que teve triunfo em suas duas eleições de deputada com o apoio absoluto da maioria dos servidores públicos do Estado, não mudou o tom do discurso, apesar de estar em situação diferente da legislatura passada, quando era oposição ao então governo Pedro Taques (PSDB). A parlamentar avaliou como “legítima” a greve anunciada pelos servidores da Educação, que pretendem cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira (27).  “É legítima por lei. Já conversei com o governador Mauro Mendes e também com a Casa Civil e o negócio é que, de 5 anos para cá, nós passamos a ter o hábito de ignorar as leis aprovadas tanto pela Assembleia, como pelo governo.  A greve é legítima  e o governo tenta trabalhar essa compreensão, já que no governo Pedro Taques não houve cumprimento de acordos”, disse.

Balanço do quadrimestre

Em outra discussão, a presidente em exercício da Assembleia, defendeu o governo quanto à explanação feita na quarta-feira (21), no Parlamento, pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, sobre o comportamento da economia do Estado, nos primeiros quatro meses da gestão Mauro Mendes (DEM). Gallo apontou que houve 20% de cortes de despesas no primeiro quadrimestre e que isso significa um montante de cerca de R$ 250 milhões. Informação essa que chegou a ser criticada pelo oposicionista Wilson Santos (PSDB), que classificou de “tímida” a economia proveniente de cortes.

“O Wilson não pode dizer isso, uma vez que o governo Pedro Taques [do mesmo partido de Wilson], em quatro anos, não conseguiu fazer esse ‘tímido’. R$ 250 milhões, num momento de crise, é muita coisa”, enfatizou.

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