Sexta-Feira, 16 de Agosto de 2019, 10h:09

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Câmara faz audiência e pressiona por decisão sobre VLT

Por: DA REDAÇÃO

Secom-MT

Vag?o do VLT

Após visita aos principais pontos da obra de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a Câmara Municipal de Cuiabá realiza no próximo dia 23 de agosto uma audiência pública para debater questões relacionadas ao tema. 

A discussão será promovida em parceria com a Câmara Municipal de Várzea Grande. O objetivo é de possibilitar um amplo debate – com a participação da sociedade civil organizada— sobre a situação das obras, que se encontram paralisadas desde 2014.

A audiência será realizada a partir das 7h30 na Praça Luís de Albuquerque, localizada na Orla do Porto. “Com essas ações nós pretendemos buscar uma medida enérgica com o intuito de garantir a continuidade das obras de implantação do novo modal de transporte”, falou o presidente do Legislativo Cuiabano, vereador Misael Galvão (PSB).

Em visita às obras no final de junho deste ano, o parlamentar socialista afirma que foi possível constatar o descaso para com o recurso público. 

“Todo dinheiro que já foi gasto está em meio ao matagal, ferrugem, correndo risco de não poder ser mais utilizado. Falo das estruturas que já foram instaladas. É um descaso com o dinheiro público. Não podemos aguardar uma solução enquanto quem paga o preço pela situação é a população que representamos”, finalizou Misael.

Em delação premiada, o ex-governador Silval Barbosa, envolveu o consórcio em um esquema de desvio de valores próximos de bilhão de reais em propinas. Oficialmente, a obra já consumiu R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos e ainda não saiu do papel. 

O contrato firmado em 2012 para a realização da obra de implantação do VLT foi rescindido pelo governo após a deflagração da Operação Descarrilho pela Polícia Federal, em agosto de 2017, que apontou irregularidades na obra. Apenas 6 km dos 22 km dos trilhos do VLT foram concluídos. 

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na região metropolitana. Eles foram comprados quando mal tinha iniciado a obra.

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