Quinta-Feira, 25 de Julho de 2019, 09h:40

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Botelho afirma que aprovação de projeto garante recursos para atender demandas dos professores

Por: FERNANDA ESCOUTO

Com quase 60 dias de paralisação na Educação, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirma que a categoria deveria repensar a greve, a qual ele define como transtorno.

Alan Cosme/HiperNoticias

eduardo botelho

 Deputado Eduardo Botelho

O parlamentar destaca, ainda, que as reivindicações dos profissionais da Educação poderão ser atendidas no próximo ano, caso o Projeto de Lei Complementar (PLC) 53/2019, que prevê a reinstituição e revogação de incentivos fiscais às empresas no Estado, seja aprovado pela Casa de Leis.

“Eu fui professor, minha mãe foi professora. Eu sei o que é o sofrimento deles. Precisar? Precisa, mas no momento o Estado não aguenta atender os professores. São R$ 127 milhões a mais. Nós temos isso? Não temos no momento. O programa do governo [PLC 53/2019] está correto nisso, trabalhando para criar condições de realmente pagar”, disse o deputado, em entrevista ao programa Bom Dia MT, da TVCA, desta quinta-feira (25).

“Essa greve vai gerar mais problemas. A greve é um transtorno principalmente para o professor, porque chega dezembro, janeiro e fevereiro ele tem que repor aula. Acaba com as férias, o final do ano, carnaval. É um negócio muito complicado”, completou.

Crise X Greve

Botelho é taxativo ao afirmar que Mato Grosso só tem dois caminhos para enfrentar a crise financeira: aumentar a arrecadação e cortar gastos.

“Nós estamos trabalhando para corrigir distorções, ora, todo mundo sabe que teve venda de incentivos, todo mundo sabe que teve incentivos exagerados dentro do Estado. Estamos tentando corrigir isso e é para isso que essa Lei Complementar está sendo discutida na Assembleia Legislativa. Se não tomarmos essa providência agora, o Estado vai chegar num colapso”, ressaltou.

Ainda sobre a greve, o democrata pede que a categoria da Educação faça uma reflexão e tenha paciência, pois caso o PLC seja aprovado, em 2020 algumas reivindicações, como o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) poderá ser atendida.

“O Estado não está conseguindo pagar os salários em dia. Então, se não está conseguindo pagar o salário, como vai aumentar? Essa é a discussão que estamos fazendo. O momento é de arrumação”, pontuou.

“O momento é de aguardar, acreditar. Encerrem a greve, acreditem nesse programa do governo. Para que ano que vem, se Deus quiser, esse Estado já vai ter condições de pagar a RGA e se tiver numa situação melhor, pagar o que é direito dos professores”, finalizou.

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