Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 09h:36

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Polícia desmonta quadrilha que movimentou R$ 2 milhões com golpe do seguro

Por: PAULO COELHO E ANA ADÉLIA JÁCOMO

HiperNotícias

GOLPE

Quadrilha ostentava motos e carros de luxo

Investigações iniciadas há 4 meses demonstram que uma quadrilha vinha atuando em Cuiabá no crime chamado de “golpe do seguro”. A movimentação financeira do bando pode ter sido na ordem de R$ 2 milhões.

Nesta sexta-feira (23) foi preso Rodrigo Bortolini, 32 anos, acusado de liderar o esquema que consistia em simular crimes de roubos e furtos, recebendo remuneração ilícita do valor do contrato de seguro e adulterando posteriormente os veículos (dublê).

A operação Apáte ainda cumpriu seis mandados de busca e apreensão. A ação resultou na apreensão de quatro veículos, sendo três caminhonetes e uma motocicleta, além da prisão de Rodrigo, feita flagrante pelo crime de receptação.

De acordo com o delegado Osny Mendes Lucas, Rodrigo Bortolini é reincidente, não tem profissão definida e vivia de ostentação. “Ele foi preso há 2 meses com um Corolla, produto de roubo, que a gente suspeita também que é golpe do seguro. E hoje pegamos ele com uma caminhonete Amarok, que é produto de roubo e é segurada”.

O grupo criminoso pode ser formado também por empresários, segundo o delegado. As investigações ainda estão em curso, mas a polícia já identificou uma máquina agrícola, avaliada em R$ 400 mil, que também pode fazer parte do esquema.

“Infelizmente há suspeitas de envolvimento de empresários. Algumas pessoas até ostentavam com motos e carros de luxo, e a gente vai investigar a conduta dessas pessoas. O que a gente sabe é que esses veículos foram apreendidos em poder delas, e provavelmente há indícios que elas estejam envolvidas nesse tipo de golpe”, explicou ele.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA), apura crimes de estelionato, receptação, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo e comunicação falsa de crime.

Nome da operação: Apáte, na mitologia grega era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.

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