Quarta-Feira, 17 de Abril de 2019, 17h:20

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Justiça mantém prisão de casal que espancou e torturou menino de 5 anos

Por: LUIS VINICIUS

O juiz da Vara de Execuções Penais, em Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, manteve a prisão do casal que espancou e torturou o menino K.L.N.S., 5 anos, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Após as conversões das detenções, Alexandre Max Nunes da Silva, 28 anos, e Mariluce Castro de Oliveira, 32 anos, foram encaminhados à penitenciária onde ficarão à disposição da Justiça.

 

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Alexandre foi preso no seu local de trabalho, na Avenida Beira Rio, em Cuiabá, e Mariluce na sua residência, no bairro Pedra 90. Eles são acusados de queimar a vítima com bitucas de cigarro e, além disso, castigavam o menino deixando-o de joelho no concreto e em cima de grãos de milho e arroz.

Os policiais chegaram aos suspeitos após uma testemunha relatar ao Conselho Tutelar da região que o menor reclamava de dores e estava com marcas de queimadura pelo corpo, machucados nos joelhos, além de estar com o órgão genital em carne viva.

Após as prisões, o casal foi encaminhado ao Fórum de Cuiabá para passar por audiência de custódia. No procedimento, o magistrado afirmou que decidiu pela conversão da pena, pois no momento da prisão a vítima estava submetido a castigo físico.

Além disso, o juiz explica que, no caso de Mariluce, a prisão é necessária, pois ela poderá coagir a vítima em seu favor.

“No mais, a liberdade da indiciada, neste momento processual, colocará em risco a garantia da instrução criminal, visto que as investigações acerca do crime supostamente praticado ainda estão em fase incipiente, revelando que a soltura poderá ser prejudicial à colheita de provas, já que, uma vez em liberdade, poderá evadir-se do distrito da culpa ou coagir a pequena vítima e testemunhas”, diz parte da decisão.

Já em relação a Alexandre, Fidélis afirma que a sua liberdade poderá gerar novas ações violentas.

“Assim, é certo que conceder a liberdade provisória, nesses casos, serve de estímulo a novas práticas delitivas, gerando uma insegurança muito grande à sociedade”, explicou o magistrado.

 

Após a determinação, Alexandre foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). Já Mariluce deverá ser levada à Penitenciária Ana Maria do Couto May, que fica anexa à Penitenciária Central do Estado (PCE).

Já a vítima está internada no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSMC). Assim que receber alta deverá ficar sob os cuidados do Conselho Tutelar.

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3 Comentários

Evelise Camargo - 24/04/2019

Esse relato desse justiceiro colocando ser uma pessoa a favor da tortura é um.tremendo imbecil e retardado....

Florisbela espanca - 22/04/2019

São uns monstros!!!devem sofrer as mesmas violencias e depois morrerem na prisão,criminosos que espancam e tirturam crianças.Parabéns ao juiz.

JUSTICEIRO - 18/04/2019

A QUESTÃO DE FICAR DE JOELHO NO MILHO NÃO ACHO ERRADO,SOU CONTRA OS OUTROS CASTIGO, PQ DEPOIS QUE ELE VIRAR MALANDRO A POPULAÇÃO VAI FALAR POR QUE A MÃE DELE OU PAI NÃO EDUCOU , ANTIGAMENTE FICAVAM SIM DE CASTIGO DE JOELHO NO DURO, ISSO NÃO MATA NINGUÉM, SE ELE NÃO SER CASTIGADO HJ AMANHA ELE APANHA DA POLICIA NA RUA QUE É BEM PIOR QUE CASTIGO DE JOELHO NO MILHO.

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