Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018, 15h:30

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Filha de deputado, vítima de suposto assédio sexual, depõe à Polícia Civil

Por: LUIS VINICIUS/MAX AGUIAR

A adolescente S.F.W, 14 anos, filha do deputado estadual Pedro Satélite (PSD), prestou depoimento na tarde desta terça-feira ao delegado Daniel Valente, titular da Delegacia Especializada em Direitos da Infância e do Adolescente (Deddica). Acompanhada do advogado da família e dos pais, ela falou por mais de uma hora sobre o assédio sexual que teria sofrido de um personal trainer de Cuiabá.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

filha do pedro satelite

 

Além desse fato, em que o suspeito estaria cometendo as investidas via aplicativo de mensagem no celular, o pai da vítima chamou o educador físico de "pedófilo e vagabundo". Principalmente porque fotos da adolescente estariam repercutindo nas redes sociais. 

 

O caso veio à tona quando a mãe da adolescente, que conheceu o personal junto com a filha em 2016, postou no Facebook que o personal estaria assediando a filha desde o Natal de 2017, inclusive a chamando para dormir com ele. Na fé de que iria apenas denunciar, o caso ganhou grande proporção, o que fez com que os pais acionassem a polícia e denunciassem o caso. 

 

Devido a isso, o delegado Daniel Valente resolveu abrir inquérito para investigar o caso. Por se tratar de denúncia envolvendo menor de idade, ele preferiu não comentar sobre as investigações. O que foi adiantado é que o celular e as redes sociais da menina serão periciados e o personal, suspeito do assédio, também irá prestar esclarecimentos sobre o fato. 

 

Para não expor a menor de idade, o delegado pediu para que a família retirasse a adolescente pelos fundos da delegacia. 

 

Ainda na delegacia, o advogado do personal contou ao HiperNotícias que seu cliente é inocente e que todas as provas disso serão expostas nos autos do processo. 

 

Mãe se arrependeu de postar

 

Antes da filha deixar a sala do delegado, Favoretto conversou com a reportagem e se mostrou arrependida de ter postado a denúncia no Facebook.

 

"Foi um erro ter publicado no Facebook. Não foi a melhor forma de denúncia. O delegado disse que se a gente tivesse pego o celular e em seguida trouxesse aqui, o personal estaria preso hoje e o caso não teria esse alarme todo. Mas agora, aguardaremos o andamento", disse a mulher. 

 

Acompanhada do deputado Pedro Satélite, a mulher retornou para a sala de depoimentos e não quis prolongar mais o assunto, dizendo que tudo que deveria ser dito, já foi falado por eles.

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