Terça-Feira, 18 de Junho de 2019, 09h:30

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Deputado considera "um erro" a prisão de diretor da PCE

Por: LUIS VINICIUS

“Eu acho que estão cometendo um erro”. A afirmação é do deputado estadual João Batista (PROS) em relação à prisão do diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE)ENTR, Revétrio Francisco da Costa, na manhã desta terça-feira (18), em Cuiabá.

Alan Cosme/HiperNoticias

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 Deputado estadual João Batista

Ao HNT / HiperNotícias, o parlamentar disse acreditar no trabalho da Polícia Civil, mas que em sua carreira nunca presenciou qualquer ato que provocasse desconfiança do agente penitenciário. A prisão de Revétrio foi realizada por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

“Eu acho que estão cometendo um erro. Tem muita coisa envolvida aí, essa história vai render. Respeito o trabalho do GCCO, mas conheço o trabalho do Revétrio e nunca vi nada que desabonasse a conduta dele”, disse João Batista à reportagem.

O deputado disse ainda que para comandar a maior unidade penitenciária do Estado o agente precisar ser “louco”, e saber agir.

“O problema é que pra ser diretor da PCE, o camarada ter que ser louco e saber agir. Essa história não condiz com a carreira do Revétrio nas unidades penitenciárias”, finalizou o deputado, que ocupou o cargo de presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso..

Revétrio, o subdiretor e mais três policiais militares foram presos suspeitos de facilitarem a entrada de celulares na PCE. Além deles, outras 10 pessoas foram detidas suspeitas de participação na organização.

As 15 ordens judiciais foram decretadas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foram expedidas depois de representação dos delegados e manifestação favorável do Ministério Público Estado, via o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

No dia 6 de junho, os agentes localizaram 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido.  Todo o material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.

Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico.  Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos. No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramento da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares.

Com a ciência do diretor e do subdiretor da unidade, os militares enviaram o aparelho congelador que era destinado a um dos líderes de uma facção criminosa atuante no Estado.

 

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