Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 15h:08

Tamanho do texto A - A+

Empresário tem prisão mantida e é encaminhado para o CCC

Por: LUIS VINICIUS

O empresário Breno Pereira Alves, de idade revelada, teve a prisão em flagrante mantida durante audiência de custódia, na noite dessa quarta-feira (22), no Fórum de Cuiabá. Ele é suspeito de agredir e manter em cárcere privado V.O.P., que é filha do ex-secretário de Estado de Mato Grosso Luiz Antônio Pagot.

Reprodução/HNT

breno pereira alves.jpg


Após a determinação, o empresário foi encaminhado ao Centro de Custódia da Capital (CCC), onde deverá ficar à disposição da Justiça. A informação foi confirmada pela defesa de Breno, o advogado Giovani Santin. O profissional não descartou solicitar um recurso para revogação da prisão preventiva.

O suspeito se apresentou à Polícia Civil na tarde de quarta-feira (22). Ao lado de seu advogado. O pedido de prisão preventiva foi deferido pelo juiz Jamilson Haddad Campos, da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar da Capital. De acordo com o magistrado, a vítima teria sido estuprada, mantida em cárcere privado, chutada e ameaçada pelo acusado.

Na solicitação, o magistrado alega que a vítima “possui grande temor que o agressor a procure e volte a agredi-la ou atente contra sua vida”.

Narra a decisão que V.O.P. e Breno Alves mantiveram um relacionamento amoroso durante um ano e romperam as ligações há seis meses. Contudo, conforme a vítima, diante de uma proposta de Breno, a vítima se encontrou com o agressor, no dia quatro deste mês, para que os dois pudessem conversar.

No encontro, os dois teriam se entendido depois de conversarem. Porém, no momento em que a vítima disse que iria embora, Breno Alves iniciou uma sequência de agressões contra V.O.P.

O documento narra que a vítima teve o cabelo puxado, foi arrastada, xingada, chutada, mordida e, por fim, o agressor ainda teria introduzido o punho fechado em seu órgão genital.

Em choque com a situação, a vítima só escapou das agressões porque contou com a ajuda de terceiros que a socorreram. O abalo físico e emocional fez com que a vítima só conseguisse denunciar o crime dois dias depois, no dia seis.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei - 1