Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 12h:07

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Delegado diz que policiais foram discretos e que não houve pirotecnia

Por: LUIS VINICIUS

O diretor de Atividades Especiais (DAE) da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, rebateu as afirmações da deputada federal Rosa Neide (PT), que classificou a “Operação Fake Delivery”, deflagrada na manhã desta segunda-feira (19), como “pirotecnia”. Em coletiva de imprensa, o diretor disse que os policiais foram até a residência em viaturas descaracterizadas e que apenas cumpriram o seu papel.

Alan Cosme/HiperNoticias

delegado fernando vasco

 Delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi

“Pirotecnia em hipótese alguma. Posso dizer que nós estivemos (na residência da parlamentar) em três veículos descaracterizados. Então, se nós quiséssemos fazer pirotecnia, a postura seria totalmente contrária a que realmente foi executada. Fomos de maneira discreta e apenas cumprimos o nosso papel”, disse Vasco na coletiva.

A Operação Fake Delivery apura um suposto desvio de R$ 1,1 milhão na aquisição de produtos para escolas indígenas. Os crimes teriam sido cometidos na época em que Rosa Neide comandava a Secretaria de Educação (Seduc), na gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

Segundo a Polícia Civil, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de Rosa Neide, localizada no condomínio de luxo Alphaville, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. Ao HNT / HiperNotícias, a deputada disse estar "tranquila" e que não tem relação com as supostas fraudes relatadas pela Polícia Civil.

“Infelizmente, muita pirotecnia. Eu não estou em Cuiabá, e agora que estou me inteirando da situação. Estou muito tranquila, não tenho nada a ver com isso”, disse à reportagem.

Além da busca, os policiais cumpriram um mandado de prisão contra Francisvaldo Pereira de Assunção, 40 anos. O suspeito é ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica e atualmente é assessor parlamentar do deputado Valdir Barranco (PT).

Ele foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-364, na cidade de Diamantino (200 km de Cuiabá). Ele foi localizado dirigindo um Renault Fluence, placas de Cuiabá, e relatou que seguia para Nortelândia (250 km de Cuiabá). A abordagem ocorreu por volta das 7h45 quando a equipe recebeu a informação que havia um mandado de prisão contra o condutor do referido veículo. O preso foi entregue a uma equipe da Polícia Civil.

IRREGULARIDADES

O caso teria ocorrido no final de 2014, entretanto somente em 2017, através do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, a polícia teve acesso às irregularidades cometidas na gestão então secretária.

Cinco irregularidades foram detectadas, sendo elas, a ausência de comprovação da necessidade de aquisição dos materiais de expediente para escolas indígenas no montante comprado; ausência de planejamento nas aquisições; a falta de comprovação de vantagens na adesão carona de registro de preço nº. 05/2013 – derivada do Pregão Presencial nº. 04/2013, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso – Fundação Selva; a inexistência de elaboração de contratos, vez que foram substituídos por ordens de fornecimento e por fim a ausência de comprovação de destino de material de expediente no valor de R$ 1.134.836,76.

 

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