Segunda-Feira, 05 de Agosto de 2019, 10h:25

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Assassino de Kaytto comete estupro dentro de ala evangélica da PCE

Por: LUIS VINICIUS

O maníaco sexual Edson Alves Delfino, 39 anos, foi levado à Central de Flagrantes, em Cuiabá, suspeito de ter estuprado um “colega de cela” na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Adia Borges/Montagem

maniaco sexual

 

O abusador possui diversas passagens criminais e já foi condenado a 35 anos de prisão por ter estuprado e assassinado o menino Kaytto Guilherme Nascimento Pinto, 9 anos, em 2009. O crime causou comoção em Cuiabá.

A “nova” vítima de Edson tem 21 anos. Ele, que não terá o nome revelado, disse aos policiais civis que está preso por crime de roubo.

O presidiário citou que estava no Raio 5, mas pediu para ir pra ala Shelter (destinada a evangélicos) para frequentar a igreja. A vítima conta que estava dormindo no chão e que devido ao frio, foi chamado por Edson para dormirem juntos.

O detento relata que durante a madrugada acordou com Edson passando a mão em suas partes íntimas e se masturbando em cima dele.

Diante do abuso, a vítima voltou a deitar no chão. Depois do crime, Edson teria chamado o homem para conversar, mas o presidiário disse que só conversaria quando os outros detentos acordassem.

Na manhã do dia seguinte, a vítima comentou com o pastor e o líder religioso informou o fato aos agentes penitenciários. Diante disso, os servidores encaminharam Edson à Central de Flagrantes para prestar depoimento ao delegado de plantão.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Ficha criminal

Edson foi condenado a 35 anos por ter estuprado e assassinado Kaytto Guilherme Nascimento Pinto. O caso, na época, teve grande repercussão na imprensa mato-grossense devido a crueldade empregada pelo estuprador.

O crime aconteceu no dia 13 de abril de 2009, em Cuiabá. Edson, assassino confesso, que na época tinha 29 anos, trabalhava como servente de pedreiro em uma obra no condomínio onde o menino morava com o pai e a irmã.

A prisão de Delfino aconteceu quatro dias depois do desaparecimento do garoto. Kaytto foi estuprado e morto em uma área de mata no Centro Político Administrativo (CPA), a menos de 500 metros do fórum e de 1,5km do condomínio onde morava.

Somente após a prisão do assassino, dentro de um ônibus tentando fugir para Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, é que a polícia localizou o corpo.

O pai de Kaytto, Jorgemar Luiz Silva Pinto, também morreu no mês de abril, dia 11 do ano passado, por complicações decorrentes de dois acidentes vasculares cerebrais (AVC) e insuficiência renal.

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