Quarta-Feira, 04 de Julho de 2018, 15h:47

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"A ordem era para matar os agentes penitenciários", diz delegado

Por: LUIS VINICIUS

“A ordem era para matar os agentes penitenciários”, afirma o delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Diogo Santana, sobre os quatro atentados sofridos pelos servidores que trabalham nas unidades prisionais, no mês de março deste ano, em Cuiabá.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

delegado diogo santana

 Delegado Diogo Santana

Durante entrevista coletiva de imprensa na tarde de terça-feira (3), o policial explicou que os mentores dos ataques estão presos e, por isso, criaram um grupo no Whatsapp para se comunicarem com os executores. Na rede social, eles debatiam como os crimes seriam cometidos e, após as investidas, os atiradores foram cobrados por não terem assassinado os agentes.

 

“A intenção deles era matar os agentes. No aplicativo, esses indivíduos discutiam os detalhes dos ataques. Na rede social, eles decidiam o executor do crime, qual arma seria utilizada, qual residência seria atacada, inclusive com as fotos dos agentes. Após os atentados, eles se reuniam para combinar os detalhes dizendo que o objetivo era ceifar a vida dos agentes penitenciários. Após os ataques eles novamente se reuniram para cobrar o resultado pretendido: “mas porque não mataram?”, disse o delegado aos jornalistas.

 

De acordo com Santana, os criminosos se rebelaram depois da morte de Jesuíno Candido da Cruz Junior, de 27 anos, em uma das celas da Penitenciária Central do Estado (PCE), durante um motim, no dia 20 de março, em Cuiabá.

 

Após isto, agentes penitenciários, realizarem uma varredura na unidade prisional e encontraram um celular que fora repassado ao GCCO.

 

Dois dias após a morte do detento, as tentativas de homicídio começaram. O primeiro atentado contra agente penitenciário foi registrado no dia 22 de março, no bairro Nova Conquista, em Cuiabá. No dia seguinte, às 6h, tiros foram feitos contra a sede do Sindicato dos Agentes Penitenciários. Novos disparos em duas casas de agentes ocorreram na madrugada do dia 24 de março, sendo um por volta de 01h30, na região de chácara do bairro Sucuri, e às 02h30 em uma residência no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande.

 

Após a perícia nos celulares encontrados nas celas, os mandantes foram identificados como João Luiz Baranoski, conhecido como Lobo, Ciclenio Lourenço de Araújo, conhecido como Timpa, Joabe Pereira Marcondes, chamado de G3 e Gabriel Antônio Rosa (Tangará da Serra). Eles já estavam detidos. Paulo César da Silva (conhecido como Petróleo), também foi identificado como um dos mandantes. Ele havia sido solto recentemente.

 

Na manhã de terça-feira (3), policiais civis do GCCO, deflagram a “Operação Segregare”. Na ação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão.

 

Eles foram retirados dos respectivos presídios que estavam e foram levados à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para prestar depoimento e depois retornarão as unidades prisionais.

 

 

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