Sexta-Feira, 05 de Dezembro de 2014, 14h:52

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Advogado é acusado pela morte de suposto traficante em Cuiabá

O crime ocorreu no dia 13 de setembro no bairro Morada do Ouro II, em Cuiabá. Delegado apontou advogado como executor

Por: FRANCISCO BORGES


A polícia prendeu, na manhã desta sexta-feira (05), Cesar da Silva, de 33 anos e Vilimar Girolometto, 35. Eles são acusados de terem participação no assassinato de Anderson Ribeiro Taques, morto enquanto negociava uma carreta no bairro Morada do Ouro II, em Cuiabá.
O crime aconteceu no dia 13 de setembro.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Delegado Walfrido Franklin do Nascimento
De acordo com o delegado
Walfrido Franklin do Nascimento, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Anderson foi vítima de uma emboscada armada por um suposto advogado identificado como Wagner Rogério Neves de Souza, 38 anos, acusado de ser o autor dos disparos. A morte teria relação com o crime de tráfico de drogas.

Segundo Walfrido, ví
tima foi atraída para a compra de uma carreta que teria problemas judiciais por falta de pagamentos. Nilton e Vilimar teriam simulados a negociação para trazer o "comprador" ao local do crime. O delegado afirmou ainda que os dois presos não sabem o local onde o advogado está foragido.

Wagner seria o "cabeça" de um esquema de tráfico de drogas com ramificações em Mato Grosso do Sul. Walfrido disse ainda durante coletiva, na manhã de hoje, que o advogado tem um mandado de prisão em aberto expedido por aquele Estado, por comércio de drogas.

“Eles compravam carros ‘finan’ em Mato Grosso e levavam para Mato Grosso do Sul para troca-los por drogas. Um desentendimento entre o advogado e a vítima teria motivado o crime”, revelou.

A DHPP chegou até aos suspeitos por meio da análise de imagens de um circuito interno de segurança, instalado em uma empresa próxima ao local do crime.

Após a identificação dos suspeitos, foi montada uma campana próxima a casa dos envolvidos, no bairro Altos da Serra e Morada do Ouro, respectivamente, onde foram efetuadas as  prisões nesta manhã.  Por meio de uma mandado de busca e apreensão, os policiais apreenderam documentos de dois veículos e cheques na casa do supostos advogado.

Os dois ficarão presos por 30 dias, podendo ser renovada a prisão temporária por mais 30 ou mesmo requisitada a preventiva dos suspeitos, ao final das investigações.

Por ter envolvimento com drogas, o caso será conduzido em conjunto com a Delegacia de Repreensão de Entorpecentes (DRE). A polícia não descarta o envolvimento de mais pessoas no crime.

O CASO
Anderson estava em companhia de mais uma pessoa quando foi alvejado com três tiros. Segundo relatos dessa testemunha, e registrada no Boletim de Ocorrências, dois indivíduos chegaram numa caminhoneta S10, quando um dos suspeitos chamou a vítima pelo nome e em seguida disparou aproximadamente quatro tiros.

De acordo com a polícia, Anderson usava uma identidade falsa quando foi assassinado, como o nome de
Anderson Nascimento Gonçalo. Ele também já teria sido preso na operação “Abadom”, que indiciou 10 pessoas, inclusive o ex-delegado da Polícia Civil João Bosco de Barros, três policiais e uma escrivã, em 2013.
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