Terça-Feira, 08 de Outubro de 2019, 16h:54

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TJ condena japonesa que passou na UFMT usando cota para negros

Por: KHAYO RIBEIRO

Com ascendência japonesa, a jovem S.S.Y. foi condenada em 2ª instância pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), após ser denunciada por tentativa de fraude nas cotas raciais para negros. As cotas foram disponibilizadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em janeiro deste ano.

Reprodução

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 Fachada da UFMT

Na época dos fatos, a jovem e outros cinco estudantes brancos foram denunciados em redes sociais pelo ativista do movimento social negro, Vinícius Brasilino, por fraude ao sistema de cotas raciais da UFMT.

Após o caso ganhar destaque na mídia local, a universidade realizou uma comissão de verificação dos estudantes que se inscreveram por meio de cotas. No procedimento administrativo da UFMT, a jovem S.S.Y. teve sua inscrição cancelada.

Diante da situação, em fevereiro, S.S.Y. ingressou com um processo pedindo ressarcimento por danos morais contra o ativista Vinícius Brasilino. Contudo, ela teve o pedido negado em abril.

Reprodução

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 Registro de Vinícius Brasilino e representantes do movimento social negro denunciando as fraudes no MPF

Apesar da derrota na primeira instância, a jovem ingressou contra a decisão. Porém, em setembro, o pedido foi novamente negado pela Justiça. Dessa forma, a jovem foi condenada em R$ 750,00 para o pagamento dos honorários advocatícios.

O HNT/HiperNotícias entrou em contato com o advogado de defesa do ativista, Aurélio Augusto Júnior, que afirmou: “O controle social pela aplicação adequada das cotas raciais, asseguram que as vagas sejam realmente destinadas ao público que detém o direito, negro (preto e pardo) e indígena”

Entenda o caso

À época dos fatos, entidades que representam o movimento negro em Mato Grosso denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF) o caso de fraude nas cotas raciais da UFMT.

No documento apresentado, seis estudantes admitidos no curso de Medicina da universidade foram acusados de utilizarem de má-fé na autodeclaração racial, em prol de benefício pessoal.

O documento foi baseado em denúncia anteriores, nas quais o militante do movimento negro Vinícius Brasilino utilizou seu perfil pessoal no Facebook para divulgar a fraude dos seis candidatos.

“Como eu já denunciei oficialmente, vou expor e aguardo explicações. Esses relacionados nos prints estão tentando se matricular na Medicina, da UFMT, todos nas cotas de Negros, pardos ou indígenas. Vejam com seus próprios olhos. Não permitiremos! #FraudeNasCotasDaUFMT”, narra a legenda da postagem de Brasilino, que alcançou milhares de compartilhamentos na rede social.

Leia mais:

Movimento negro requer ao MPF que investigue fraude em sistema de cotas na UFMT

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2 Comentários

Arthur - 08/10/2019

E aquela conversa de "AIIIN, eu me sinto um transnegro,trans-isto, trans- aquilo, uma ser no corpo de outro!" - ah, tá" isso só vale para tentativas de lacração em redes sociais, né?

Maria do Socorro - 08/10/2019

Como que o TJMT que julgou a ação se o MPF que ingressou? A universidade é federal a competência para julgar também. A matéria não traz nome de desembargador, data de julgamento, está muito estranha....

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