Quinta-Feira, 05 de Setembro de 2019, 11h:06

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MP pede perda de cargo dos cinco oficiais da PM envolvidos em fraude de arma

Por: DA REDAÇÃO

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, que atua no âmbito da Justiça Militar, e dos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), ofereceu nesta quarta-feira (04) denúncia criminal relacionada à operação Coverage, contra cinco oficiais da Polícia Militar.

Foram denunciados: o 2º TEN PM Cleber de Souza Ferreira, o TEN PM Thiago Satiro Albino, o TEN CEL PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola, o TEN CEL PM Sada Ribeiro Ferreira e o 3º SGT PM Berison Costa e Silva. 

Alan Cosme/HiperNoticias

major paccola

 O tenente coronel Marcos Eduardo Paccola foi um dos denunciados

Os denunciados devem responder pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações.

Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.

O MPMT pleiteia ainda que seja arbitrado aos réus valores a título de reparação do dano moral difuso, considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido.

“Os crimes de organização criminosa, sobretudo com o envolvimento de agentes que tem por missão combatê-las, denigrem o sentimento coletivo de segurança e de confiança na ordem e proteção jurídica e econômica, ofendendo a todos”, afirmaram os promotores de Justiça.

Consta na denúncia, que os oficiais militares utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o Ministério Público, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo criminoso conhecido como “Mercenários”.

O promotores de Justiça também apresentam a correlação das ações ilícitas dos denunciados com as investigações da operação “Assepsia”, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular do 2º TEN PM Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.

HiperNotícias

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 O tenente Cleber Ferreira de Souza também foi denunciado

Segundo o MPMT, em uma das conversas por whatsApp do 2º TEN com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado.

SIRGAF – O Sistema de Registro e Gerenciamento de Armas de Fogo da Polícia Militar, conforme o Gaeco e a Promotoria Militar, foi utilizado pelos oficiais denunciados para executar diversos ilícitos, na tentativa de obstruir investigação criminal da referida organização criminosa.

Foram inseridas declarações falsas em Registro de Autorização de Cautela de Arma de Fogo e também dados falsos no próprio sistema da PM. A intenção era dar aparência de legalidade a documento ideologicamente falso produzido.

Na denúncia, composta de 74 páginas, o Ministério Público discorre sobre sete fatos envolvendo os oficiais da PM que, segundo o MPMT, comprovam a ocorrência dos crimes praticados. A ação penal tramitará na Décima Primeira Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

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2 Comentários

Pedro@hotmail.com - 05/09/2019

Tem que pedir a perca da farda do delegado estringueta que armou tudo isso ...

Juízo - 05/09/2019

A perca do cargo seria o ato de punição mas correta, pois os mesmos usaram di seu cargo para poder cometer o delito em razão não tem o que se falar........Mas como e oficial e não soldado vai ficar na pizza. Há não ser, se o juiz for sincero e não omisso.....A sociedade está cansada de pagar por esses caras que se esconde de trás de uma farda e até mesmo manchando a instituição.

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