Segunda-Feira, 01 de Julho de 2019, 10h:25

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Justiça manda soltar advogado preso acusado de ameaçar mulher em shopping

Por: FERNANDA ESCOUTO

A Justiça aceitou o habeas corpus da defesa e determinou a soltura do conselheiro estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o advogado Reinaldo Américo Ortigara, 36 anos, preso na última sexta-feira (28), acusado de agredir e ameaçar uma mulher, em um estacionamento de um shopping, em Várzea Grande.

 

Reprodução

Reinaldo Am?rico Ortigara


No sábado (29), a juíza da 2ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande, Marilza Aparecida Vitório, manteve a prisão do advogado, após a audiência de custódia.

A decisão pela liberdade de Ortigara é do desembargador Juvenal Pereira da Silva, que entre os motivos alegou que a juíza Marilza utilizou "termos genéricos", sem especificar as razões pelas quais a prisão preventiva do advogado era necessária.

"A duas porque a necessidade da custódia para garantir a instrução criminal, aparado no fato de que a vítima pudesse ser ameaçada pelo paciente não se revelou demonstrada de forma concreta, porquanto a ofendida não indicou qualquer receio de que o acusado pudesse concretizar ou continuar alguma ameaça, até porque, a que tudo indica, o acontecido seria isolado na vida do casal que se relacionava há cerca de 6 anos, sem qualquer histórico de agressão por parde do acusado”, diz trecho da decisão.

Na decisão, o magistrado ressalta ainda que o conselheiro da OAB é réu primário e que medidas protetivas em favor da vítima já foram concedidas.

“Diante do exposto, defiro a liminar postulada, determinando que o juízo da causa expeça o competente alvará de soltura em favor de Reinaldo Americo Ortigara, caso aceite as condições impostas pelo douto magistrado a favor da vítima as quais mantenho”, disse o desembargador.

O caso

O advogado é acusado de agredir e a ameaçar uma mulher, na última sexta-feira (28), em um estacionamento de um shopping, em Várzea Grande.  À polícia, a vítima relatou que Ortigara a teria ameaçado dizendo “que venderia o carro e pagaria alguém para esquartejá-la".

Além das acusações de agressão, o suspeito ainda foi autuado por porte e posse irregular de arma de fogo. Conforme informações do 2º Comando Regional da Polícia Militar (PM), o advogado guardava uma pistola na maleta do porta malas. A arma, carregada com nove munições, está com o registro vencido desde junho de 2015.

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