Quinta-Feira, 01 de Agosto de 2019, 17h:22

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Juiz adia em mais de um mês audiência na qual defesa de tenente Ledur seria ouvida

Por: KHAYO RIBEIRO

A Justiça adiou a audiência em que testemunhas de defesa da tenente Izadora Ledur, acusada de torturar e matar Rodrigo Patrício Lima Claro, seriam ouvidas. As audiências ocorreriam na próxima segunda-feira (05). A determinação é do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11º Vara Criminal Especializada Justiça Militar, e foi publicada na quarta-feira (31).

Com a decisão, os militares Danilo Cavalcante Coelho, Dionísio José Bochese Andreoni e Janisley Teodoro Silva serão ouvidos só serão ouvidos no dia 16 de setembro.

Leonardo/HiperNot?cias

Tenente Ledur

 

A determinação do magistrado foi proferida sob o argumento de que Faleiros está sob o comando de duas varas criminais da Capital, a 11º e a 10º.

Além disso, a decisão aponta que: “(...) bem como diante da necessidade de realizar audiências de réus presos agendados para o dia 05/08/2019, cancelo a sessão designada na (ref. 179) e redesigno sessão de instrução para o dia 16 de setembro de 2019, às 13h30min”.

Entenda o caso

No dia 10 de novembro de 2016, o jovem aluno Rodrigo Claro começou a passar mal durante o curso de salvamento aquático realizado pelo 1º Batalhão dos Bombeiros na Lagoa Trevisan, que fica às margens da Rodovia Palmiro Paes de Barros - que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. A atividade era instruída pela tenente Ledur e supervisionada por outros oficiais que também figuram como réus na ação.  

Rodrigo Claro foi retirado do campo do curso e levado ao batalhão, localizado no bairro Verdão, reclamando de fortes dores na cabeça. Primeiramente, foi levado à policlínica.   

Na unidade médica, o aluno, que era filho de um sargento do Corpo de Bombeiros, não apresentou melhora e precisou ser encaminhado para um hospital particular, onde foi internado em coma induzido. O quadro de Rodrigo, segundo laudo apresentado 24h após sua internação, era de aneurisma cerebral. Na madrugada do dia 16, ele morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Jardim Cuiabá, aos 21 anos.

Diante da situação, a tenente foi apontada como responsável pela morte de Rodrigo Claro por tortura durante treinamento, que causou a morte do aluno.

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