Quarta-Feira, 10 de Julho de 2019, 16h:33

Tamanho do texto A - A+

Juiz aceita denúncia de Ministério Público e Arcanjo e mais 32 viram réus

Por: FERNANDA ESCOUTO

O juiz Jorge Luiz Tadeus Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT) e tornou réus o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro e mais 32 pessoas. Eles tiveram as prisões decretadas durante a Operação Mantus, deflagrada dia 29 de maio.


 

Alan Cosme/HNT/HiperNoticias

joao arcanjo ribeiro/audiencia de custodio mantus

 João Arcanjo Ribeiro

Em relação a organização criminosa Colibri, além do bicheiro, foi considerado réu o seu genro, Giovanni Zem Rodrigues, e mais 12 pessoas. Já em referência ao grupo rival, a Ello/ FMC, o magistrado considerou réu o empresário Frederico Muller Coutinho e mais 18 pessoas, entretanto o processo segue em segredo de Justiça. 

Conforme a decisão do juiz, os integrantes da Colibri, João Arcanjo Ribeiro, Giovanni Zem Rodrigues, Mariano Oliveira da Silva, Noroel Bnu da Costa Filho, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Paulo Cesar Martins, Breno Cesar Martins, Bruno Cesar Aristides Martins Augusto Matias Cruz, Agnaldo Gomes de Azevedo, José Carlos de Freitas Valcenir Nunes Inerio, são acusados de lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro.

“As provas até agora colhidas indicam para participação dos réus na organização criminosa, apontando veementes indícios da autoria materialidade delitiva, de modo que, ao meu sentir, permanecem inalterados fortalecidos os fundamentos que levaram ao decreto da prisão preventiva destes réus”, diz trecho da decisão, do dia 4 de julho.

O juiz destaca ainda que, os réus, fora João Arcanjo, permaneceram em silêncio perante às autoridades policiais, deixando assim de contribuir com as investigações, “que não deixa de ser sintomático de que agem combinados e, em favor da organização criminosa que pretendem proteger”.

Já sobre o pedido de decretação de perda de todos os bens móveis imóveis, objeto da Medida Cautelar n. 575487, em favor do Estado, o juiz não realizou uma análise. 

“No que tange ao pedido de alienação antecipada dos bens móveis imóveis que se apresentem de difícil administração ou suscetível de depreciação ou deterioração pelo tempo, determino que Ministério Público formule seu pedido nos autos da Medida Cautelar n.575487, especificando os bens móveis imóveis, fim de que seja possível formulação do contraditório da ampla defesa, bem assim, evitando-se tumultuar esta ação penal”, salientou o Jorge Luiz Tadeu.

Operação Mantus

Deflagrada no dia 29 de maio, a operação deu cumprimento a 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar. Segundo a Polícia Civil, os dois grupos – Colibri, liderada pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro e o genro dele, Giovanni Zem Rodrigues, e a Ello/FMC, liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho, disputavam o espaço do jogo do bicho em Mato Grosso.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei

Leia mais sobre este assunto